O Mister chegou mudando tudo!
É, meu amigo vascaíno, a vida não está fácil para todo mundo em São Januário. A chegada do técnico Pedro Emanuel trouxe um novo ar, uma nova filosofia e, para alguns, um novo lugar: o banco de reservas. A ‘vítima’ da vez tem nome e número: Rojas, nosso camisa 10, que viu seu espaço no time titular do Gigante da Colina evaporar.
A prova mais recente veio no empate sem gols contra o Bahia, neste domingo. Enquanto o time suava em campo, o meia colombiano permaneceu o jogo inteiro no banco, assistindo a tudo de camarote. Uma cena que está se tornando comum e que tem uma explicação muito clara na cabeça do treinador português.
De Peça-Chave a Reserva de Luxo
Vamos ser justos, a situação é um baque. Com o antigo técnico, Renato Gaúcho, Rojas era peça fundamental no nosso meio-campo, o cérebro do time. Tanto que, na estreia de Pedro Emanuel, lá estava ele entre os onze iniciais na amarga derrota por 1 a 0 para o Vitória, em Salvador, no dia 16 de julho.
Aquele, no entanto, parece ter sido o último suspiro do colombiano como titular absoluto. Nos seis jogos que se seguiram, o roteiro foi o mesmo: Rojas começando no banco. Pior ainda, em três dos últimos quatro compromissos do Vascão, ele sequer saiu da área de aquecimento para entrar em campo. Uma mudança drástica e que mostra o tamanho da convicção do novo comandante.
A Muralha Portuguesa: Primeiro a Defesa, Depois o Resto
Mas por que essa mudança toda? A resposta está na prancheta e na mentalidade de Pedro Emanuel. Desde que pisou no CT Moacyr Barbosa, o recado foi claro para quem quisesse ouvir: a prioridade máxima era arrumar a nossa defesa. Chega de sofrer gol bobo, chega de ser um time que vacila lá atrás.
A solução encontrada pelo Mister foi consolidar um esquema com três volantes. Uma formação que privilegia a pegada, a intensidade na marcação e a consistência defensiva. E os resultados, sejamos sinceros, estão aparecendo. Desde que essa formação foi adotada no jogo contra o Mirassol, o Vasco não perdeu mais. São cinco jogos de invencibilidade, com duas vitórias e três empates. E o mais importante: nossa defesa só foi vazada uma única vez nos últimos quatro jogos. É a prova de que a casa está sendo arrumada.
O Jogo que Selou o Destino
A perda de espaço de Rojas não foi da noite para o dia. Segundo o ge, já no primeiro jogo, contra o Vitória, o técnico português cobrou – e muito – uma maior intensidade do camisa 10, tanto com a bola nos pés quanto na hora de marcar. O recado era claro: no time de Pedro Emanuel, todo mundo tem que correr, todo mundo tem que marcar. Não há espaço para corpo mole.
Essa exigência por um comportamento tático mais aguerrido parece ser o ponto central. O novo esquema foca em posicionamento, balanço defensivo e transições rápidas. Dentro desse modelo, um meia mais clássico e menos marcador, como Rojas, acabou perdendo a vez na fila de opções do treinador.
Os Números do ‘Sumiço’
Os dados não mentem e mostram o tamanho da perda de prestígio. Depois daquela estreia como titular, Rojas só entrou em campo no segundo tempo contra o Independiente Medellín, o Mirassol e o Fluminense. Nos últimos dois jogos, nada.
Ao todo, são apenas 167 minutos em campo sob o comando de Pedro Emanuel, o que dá uma média de 41 minutos por partida em que participou. E o mais preocupante para um camisa 10: nenhuma participação em gol nesse período. É um retrato frio e duro da nova realidade do jogador colombiano no Gigante.
E Agora, Torcedor?
É uma situação complexa. Dói no coração do torcedor ver um jogador talentoso como Rojas no banco. Mas também conforta ver um time que, finalmente, parece ter encontrado uma solidez defensiva. Pedro Emanuel chegou com uma missão e está sendo fiel a ela, mesmo que isso signifique tomar decisões impopulares.
A pergunta que fica é: a segurança de não perder mais vale o sacrifício de um dos nossos jogadores mais criativos? Só o tempo e, principalmente, os resultados, dirão se o Mister está certo. Por enquanto, o Vascão não perde. E isso, meu amigo, já é um alento para a nossa sofrida torcida. Vamos seguir apoiando, pois Vasco é coisa séria!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.