Um empate com sabor de vitória no Maracanã
No apagar das luzes, quando o roteiro parecia cruel e a derrota iminente, a camisa do Vasco da Gama pesou. E como pesou! Em um Maracanã que já cantava vitória rival, o Gigante da Colina buscou um empate heroico por 2 a 2, calando a torcida adversária e mostrando que aqui é Vasco, coisa séria. O resultado, arrancado na marra, na 14ª rodada do Brasileirão, não só salvou um ponto precioso, como também jogou uma crise no colo do técnico deles.
E quem botou o dedo na ferida foi o jornalista Mauro Cezar. Sem meias palavras, ele apontou o grande responsável pelo tropeço rubro-negro: o técnico Leonardo Jardim. Para o comentarista, a postura covarde do time da Gávea depois de abrir o placar foi a chave para a nossa reação.
“Derrota na conta do técnico”: Mauro Cezar não perdoa
Durante uma transmissão ao vivo após o clássico, Mauro Cezar foi cirúrgico em sua análise, dando os méritos ao nosso Vascão e criticando duramente a estratégia do rival. A fala do jornalista expõe exatamente o que todo vascaíno viu em campo: um time que sentiu o peso da nossa camisa.
“O Flamengo fez 1 a 0 e recuou. Parabéns para o Vasco… O Flamengo abriu o placar e recuou. Chamou o Vasco para o seu campo e levou o empate”, disparou Mauro Cezar, que foi ainda mais enfático ao cravar o culpado. “Uma derrota na conta do técnico. Vai na conta do Leonardo Jardim a derrota de hoje. Muito mal. Que estratégia é essa?”, questionou o jornalista, verbalizando o sentimento de incredulidade com a covardia do adversário.
A crônica de uma reação histórica
O jogo não começou fácil para o Almirante. Logo aos sete minutos, em um lance de bate-rebate que resvalou em Gonzalo Plata, a bola sobrou limpa para Pedro abrir o placar. O primeiro tempo foi de um time nervoso, errando passes, enquanto o rival controlava as ações. Mas a torcida que nunca abandona sentia que o time não estava morto.
Na segunda etapa, o Cruzmaltino voltou com outra postura. Mesmo assim, o destino parecia cruel quando, aos 13 minutos, o árbitro Wilton Pereira Sampaio, após ser chamado pelo VAR, marcou um pênalti de Paulo Henrique em Pedro. Jorginho converteu e ampliou para 2 a 0. Parecia o fim.
Mas parecia. Foi aí que a raça vascaína entrou em campo. Primeiro, Robert Renan, de cabeça, colocou fogo no jogo e deu esperança ao povo cruzmaltino. A pressão foi total, no abafa, na vontade. E quando o relógio já não marcava mais nada, no último suspiro, no último lance, Hugo Moura, que tinha acabado de entrar, testou para o fundo das redes, levando à loucura os fiéis do Gigante presentes no estádio. Um gol para lavar a alma!
Lições de um clássico inesquecível
Este 2 a 2 no Maracanã não é apenas um ponto na tabela. É uma declaração. É a prova de que este time tem alma e que jamais se entrega. Enquanto eles, com um time milionário, optam por recuar e chamar o adversário, nós, com a força da nossa história, vamos para cima até o último segundo.
A crítica de Mauro Cezar a Leonardo Jardim é a prova cabal: eles nos temeram. Viram o Gigante do outro lado e tremeram. Que este empate sirva de combustível para a sequência do campeonato. A caminhada é longa, mas com essa entrega, podemos sonhar. O Vasco é gigante e provou isso mais uma vez. E você, torcedor, o que sentiu no gol do Hugo Moura?
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.