HERÓI E VILÃO! Thiago Mendes brilha, mas Saldivia faz o 3º gol contra e quase bota tudo a perder!

Em noite de altos e baixos, Thiago Mendes foi gigante, mas Saldivia voltou a assombrar com seu terceiro gol contra em cinco meses. Análise completa!

Jogadores do Vasco contra o Paysandu — Foto: André Durão

Uma noite de pura emoção e sofrimento Cruzmaltino!

Ah, meu amigo vascaíno… Ser torcedor do Gigante da Colina é ter o coração testado a cada noventa minutos. A classificação na Copa do Brasil veio, mas veio no estilo Vasco: com suor, com raça e com uma dose de desespero que só a gente entende. Em um jogo que tinha tudo para ser tranquilo, vimos o melhor e o pior do nosso time em campo. De um lado, um guerreiro incansável. Do outro, um zagueiro que parece ter um pacto com o azar.

O placar de 2 a 2 com o Paysandu carimbou nosso passaporte para as oitavas, mas a noite em São Januário foi uma montanha-russa de emoções. Tivemos herói ovacionado, vilão improvável (de novo!), lesão preocupante e a certeza de que viver de Vasco é uma aventura constante. Vamos analisar o que aconteceu, nação cruzmaltina!

Thiago Mendes: O Guerreiro Incansável (Até Demais)

Se tem um cara que encarna a raça vascaína nesse elenco, o nome dele é Thiago Mendes. Que partida monstruosa do nosso volante! Onipresente, ele estava em todos os cantos do campo, mostrando por que é peça primordial no esquema do técnico Renato. Ele não é só marcador, ele é artilheiro!

Com faro de centroavante, ele pisou na área para marcar o seu quinto gol na temporada, o segundo consecutivo. Uma máquina! Além do gol, ele quase marcou outro de cabeça. A entrega é total, a vontade é contagiante. É o tipo de jogador que o povo cruzmaltino ama ver em campo.

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Mas, como nem tudo são flores na nossa Colina histórica, a intensidade cobrou seu preço. No final da partida, uma cotovelada no rosto de Caio Mello resultou em uma expulsão. Justa ou não, o fato é que ele vai desfalcar o Vascão no jogo de ida das oitavas de final. Mesmo com o cartão vermelho, a torcida reconheceu sua entrega e o aplaudiu de pé. Saiu ovacionado, como um verdadeiro guerreiro. Fará uma falta danada!

Saldivia: O Pesadelo que se Repete de Forma Inacreditável

Agora, vamos falar do que doeu na alma. Saldivia. Meu Deus, Saldivia… O que acontece com esse rapaz? O zagueiro, que chegou há apenas cinco meses, conseguiu a proeza de marcar seu TERCEIRO gol contra com a nossa camisa. Sim, você leu direito. Três gols contra em cinco meses. É um roteiro de filme de terror.

Logo no começo do segundo tempo, em uma falha feia, bizarra, ele jogou contra o nosso próprio patrimônio e deixou o jogo, que já estava tenso, em um nível de nervosismo insuportável. Foi um balde de água fria no Caldeirão.

Ficou nítido que o gol contra abalou o jogador. Seus passes ficaram inseguros, a confiança sumiu. Ele até fez um bom desarme dentro da área depois do lance fatídico, mas o estrago na confiança do time e da torcida já estava feito. É uma situação que precisa ser resolvida. Não dá pra entrar em campo com o inimigo vestindo nossa própria camisa.

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A Dupla que Funcionou e a Preocupação que Fica

Na ala direita, vimos uma luz. Marino fez uma partidaça, sendo responsável pelas jogadas mais agudas do Gigante na primeira etapa. Foi dele a jogada que resultou no pênalti, e também a assistência para o gol de Thiago Mendes. Um motorzinho! Pena que, em um lance capital, preferiu um passe para trás em vez de servir David, que estava livre na área. Faltou capricho.

Ele fez uma ótima dobradinha com Paulo Henrique, que também foi muito participativo no ataque. Mas a alegria durou pouco. PH saiu de campo com muitas dores no joelho, em um lance que acende um alerta vermelho para a sequência da temporada. Já não temos um elenco vasto, e perder um jogador importante assim é um baque tremendo.

Luzes e Sombras no Ataque Cruzmaltino

Lá na frente, a noite também foi de contrastes. O argentino Rojas finalmente desencantou! Marcou seu primeiro gol pelo Vascão em uma cobrança de pênalti cheia de personalidade. Uma notícia para se comemorar! Contudo, ele também perdeu uma chance claríssima de fazer o terceiro gol, o que teria nos dado mais tranquilidade.

Quem não teve uma noite feliz foi Adson. Apagado, ele teve a bola do jogo no primeiro tempo, cara a cara com o goleiro, mas carimbou a trave. Na hora da substituição, parte da torcida não perdoou e vaiou o jogador. Uma pena.

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As entradas de Clayton e JP, no entanto, deram um novo gás. Clayton deu trabalho, quase marcou de cabeça e em um chute de fora. JP também entrou bem, foi acionado e levou perigo em duas oportunidades. Mostraram que querem espaço no time do Almirante.

Uma Defesa Instável e um Goleiro Seguro

Enquanto Saldivia vivia seu drama particular, o resto da defesa também não passava segurança total. Maicon teve que se desdobrar para cobrir os espaços deixados por Piton, que, apesar de participar bem no ataque, sofreu na marcação. Foi nas costas dele que o Paysandu criou suas melhores chances.

Sforza, apesar de bem nos duelos, vacilou em algumas saídas de bola, entregando contra-ataques perigosos. Em meio a tudo isso, vale o registro: Jardim fez uma defesa espetacular em um chute de Marcinho que tinha o endereço do ângulo. Se não fosse ele, a história poderia ter sido ainda mais dramática. Não teve culpa alguma nos gols que sofremos.

No fim, avançamos. É o que importa na Copa do Brasil. Mas fica o gosto amargo dos erros individuais e a preocupação com as lesões. Para ser campeão, o Vascão precisa de mais. Muito mais. A torcida, como sempre, fará sua parte. E que venham as oitavas!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.