HINESTROZA BRILHA E ERRA, RENATO ADMITE ‘ACOMODAÇÃO’: Vasco sofre mas avança!

De herói a quase vilão! Marino Hinestroza decide, mas vacilo coletivo quase custa caro. Renato Gaúcho solta o verbo após o sufoco na Copa do Brasil!

Marino Hinestroza em ação em Vasco x Paysandu — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A Venda da SAF Está Perto, Mas Um Detalhe de Bilhões Incomoda

Nação Cruzmaltina, a gente vive de fortes emoções. A notícia que todos esperam, a da venda da SAF que pode finalmente tirar o Vascão do sufoco, está avançando. O acerto com o empresário Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia e enteado de Leila Pereira, parece encaminhado. Mas, como tudo na Colina é sofrido, surgiu um impasse que pode definir o futuro do nosso futebol.

A conversa está quase toda alinhada, mas um ponto crucial está travando a assinatura final. É uma daquelas discussões que mostram a diferença entre a paixão do torcedor e a frieza de um investidor. E o Gigante da Colina precisa que a paixão e a razão andem juntas.

A ‘Trava’ de Ouro: Vasco Quer Reinvestimento, Investidor Quer Liberdade

Vamos direto ao ponto que interessa. A diretoria do Vasco, liderada pelo nosso ídolo Pedrinho, exige uma coisa que para nós, torcedores, é óbvia: todo o dinheiro arrecadado com a venda de jogadores deve ser, obrigatoriamente, reinvestido no futebol. Simples assim. Vendeu uma joia da base? A grana volta 100% para comprar reforços, renovar com quem está jogando bem ou melhorar contratos.

Parece lógico, não é? Para o povo cruzmaltino, isso é a garantia de que o time nunca ficará desassistido. Mas Marcos Lamacchia não concorda. O grupo do empresário entende que, como dono do negócio, ele deve ter a liberdade de usar o dinheiro que entra da forma que achar mais adequada, sem essa “amarra” de ter que gastar tudo em novos atletas.

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O argumento dele é de financista: se ele não puder contar com os recursos das vendas de atletas para abater seus próprios aportes ou outras necessidades, o valor total da negociação, que hoje é superior a R$ 2 bilhões, pode ser menor. É o pragmatismo do dinheiro contra a necessidade da bola na rede.

Pedrinho na Linha de Frente Pelo Gigante

Apesar desse cabo de guerra, as coisas estão andando. O presidente Pedrinho se reuniu com Marcos Lamacchia na última terça-feira e, segundo a apuração, o acordo avançou bastante. Ambas as partes consideram esses entraves normais, dada a magnitude de um contrato que envolve mais de R$ 2 bilhões e 90% da nossa alma futebolística.

As conversas são praticamente semanais, o que mostra que o interesse é mútuo. Ninguém quer que o negócio desande. A esperança é que se chegue a um meio-termo logo. O próximo passo seria a assinatura de um memorando de entendimento (o tal do MoU, em inglês), que oficializa a intenção de compra. Existe a expectativa de que isso aconteça ainda em maio, mas o clube adota a cautela de sempre. Sem pressa, para não fazer besteira de novo.

O Que Já Está Amarrado no Acordo?

Felizmente, nem tudo é divergência. Já existe um consenso sobre uma série de compromissos importantes que o novo investidor terá que assumir. E isso nos dá um pingo de esperança.

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O acordo já prevê investimentos mínimos obrigatórios em áreas vitais para o clube. Se liga na lista:

  • Transferências de atletas: grana para trazer reforços de peso.
  • Folha de pagamento: para manter os salários em dia e ter um elenco competitivo.
  • Infraestrutura: melhorias no nosso centro de treinamento.
  • Fluxo de caixa: para o clube respirar financeiramente.
  • Esportes olímpicos: via lei de incentivo.
  • Dívidas: o novo investidor assume toda a dívida do clube e da SAF, seguindo o plano de recuperação judicial.

O Vasco, por sua vez, não se manifesta oficialmente, mas o nosso presidente Pedrinho já demonstrou confiança em fechar a transação em suas últimas aparições. O clube acredita que Lamacchia não ficará só no mínimo obrigatório e fará investimentos para colocar o Almirante de volta ao seu devido lugar.

E Agora, Torcida? O Futuro do Nosso Vascão em Jogo

A situação é delicada. De um lado, a chance de um aporte bilionário que pode mudar nossa história. Do outro, o risco de perder o controle sobre o reinvestimento do nosso maior ativo: os jogadores que formamos. É uma faca de dois gumes que a gente conhece bem.

A questão que fica no ar, na mesa do bar, na arquibancada de São Januário é: vale a pena abrir mão dessa cláusula de reinvestimento para garantir a venda? Ou essa ‘amarra’ é a única segurança de que o futebol será sempre a prioridade máxima? A agonia do torcedor vascaíno parece não ter fim, mas a esperança, essa guerreira, nunca morre. Vamos torcer para que Pedrinho e sua diretoria consigam o melhor para o nosso Gigante. Porque o Vasco é coisa séria.