LÉO JARDIM ABRE O JOGO: Goleiro lamenta ausência na Seleção e cobra o time: ‘Não ficamos satisfeitos’

Nosso paredão Léo Jardim desabafa! Goleiro lamenta ausência na Seleção, mas cobra postura do time após empate amargo: 'Não ficamos satisfeitos'.

O Gosto Amargo da Classificação

A vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil veio, mas o torcedor vascaíno foi dormir com aquele gosto amargo na boca. Um 2 a 2 contra o Paysandu, dentro do nosso Caldeirão de São Januário, nunca será motivo de festa. E quem deu voz a esse sentimento foi ele, nosso paredão, nosso líder, Léo Jardim. Em mais uma noite onde foi gigante debaixo das traves, o goleiro mostrou que é gigante também fora delas, falando o que o povo cruzmaltino precisava ouvir.

Enquanto alguns poderiam comemorar a classificação, nosso camisa 1 deixou claro que a mentalidade no Vasco da Gama é outra. A atuação deixou a desejar, e o vestiário sentiu. Mas a noite de desabafos de Léo Jardim não parou por aí. Ele também abriu o coração sobre um sonho pessoal que, por enquanto, foi adiado: a Seleção Brasileira.

‘Eu Tinha a Expectativa’: O Sonho Amarelo Adiado

Não é segredo para ninguém que Léo Jardim é um dos melhores goleiros em atividade no futebol brasileiro. Suas atuações milagrosas já salvaram o Vascão em inúmeras oportunidades. Por isso, a expectativa de vê-lo na pré-lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026 era enorme, não só para ele, mas para toda a torcida vascaína.

Apesar de não ter sido chamado por Carlo Ancelotti, segundo a apuração, nosso paredão não se escondeu e admitiu a frustração. Com a sinceridade que lhe é característica, ele confessou: “Eu tinha essa expectativa, sei que eu tenho condições de poder estar naquela pré-lista”. E quem somos nós para discordar? A gente sabe, Léo! O Brasil inteiro sabe, ou deveria saber. A injustiça com os jogadores que atuam no Gigante da Colina parece não ter fim.

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Jardim, no entanto, mostrou a cabeça no lugar. Ele sabe que a decisão envolve muitos fatores e que a resposta para qualquer porta fechada é uma só: trabalho. “Mas a gente sabe que tem diversos fatores que envolvem a decisão. Mas o que eu posso fazer é continuar fazendo meu trabalho aqui no clube e sempre buscar estar na minha melhor forma”, afirmou o goleiro, que já sentiu o gostinho de vestir a amarelinha quando foi convocado no ciclo de Dorival Júnior. A gente segue na torcida, paredão. Sua hora vai chegar.

Vestiário Incomodado: ‘Não Foi Clima de Felicidade’

Voltando ao jogo contra o Paysandu, Léo Jardim fez questão de alinhar o sentimento do elenco com o da arquibancada. Ninguém ficou feliz com o empate. A classificação era obrigação, mas a vitória era o desejo. O empate em 2 a 2, depois de uma partida de altos e baixos, gerou um clima de incômodo.

“Satisfeito, a gente não ficou. O clima no vestiário não foi de felicidade pela atuação”, revelou Jardim. Essa declaração é música para os ouvidos do torcedor. Ela mostra que o elenco tem ambição, que entende o peso da camisa que veste. Acabou a era do ‘tá bom’. No Vasco, empatar em casa contra um adversário de menor expressão nunca pode ser o suficiente.

O goleiro continuou, explicando a sensação do grupo: “A gente sente que poderia ter feito melhor, que poderia ter saído com a vitória. Mas, ao mesmo tempo, fica feliz pela classificação”. É esse o equilíbrio. A consciência do dever cumprido (a vaga), mas a autocrítica pela performance abaixo do esperado. É com essa mentalidade que o Gigante volta para o seu lugar.

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A Defesa que Vaza: A Grande Dor de Cabeça do Almirante

O principal ponto de incômodo, tanto para a torcida quanto para Léo Jardim, é a fragilidade defensiva que teima em nos assombrar. O time chegou ao seu quarto jogo consecutivo sofrendo gols. Uma marca que preocupa e que, segundo nosso goleiro, complica demais as partidas.

Com a autoridade de quem mais trabalha para evitar o pior lá atrás, Jardim foi enfático. “É sempre uma tecla que eu bato muito dentro do vestiário. Quando a gente consegue sair na frente e não sofre gols, o jogo fica muito mais tranquilo”, desabafou. É o óbvio que precisa ser dito. Um time que não sofre gols precisa de apenas um para vencer. Já um time que vaza a todo momento precisa sempre de uma atuação heroica do ataque.

A oscilação defensiva é o grande desafio. “Infelizmente, ainda estamos oscilando bastante e sofrendo gols que acabam complicando as partidas. O caminho é continuar trabalhando para encontrar essa consistência”, concluiu. A torcida vascaína espera que essa consistência seja encontrada o mais rápido possível. Confiamos no trabalho e, principalmente, na liderança de homens como Léo Jardim, que não têm medo de apontar os problemas e chamar a responsabilidade para si.

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Enquanto a zaga não se acerta, uma certeza nós temos: debaixo das nossas traves, mora um gigante. Um gigante que sonha com a Seleção e que não se satisfaz com pouco. E é de mais gente com a fome de vencer de Léo Jardim que o nosso Vascão precisa.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.