A noite de redenção em São Januário
Finalmente, nação cruzmaltina! Depois de meses de agonia e cornetadas (muitas delas justas, vamos combinar), parece que uma luz surgiu no fim do túnel. E ela tem nome e sobrenome: Marino Hinestroza. O colombiano, que custou a bagatela de R$ 30 milhões e até agora era mais conhecido pelos erros do que pelos acertos, teve uma noite de gala contra o Paysandu.
No Caldeirão de São Januário, pela Copa do Brasil, o Vascão sofreu para arrancar um empate em 2 a 2, mas foi dos pés dele que saíram nossas melhores jogadas. Primeiro, sofreu o pênalti que abriu o placar. Depois, com a raça vascaína que tanto cobramos, deu a assistência para o segundo gol. Foi o Hinestroza que a gente esperava ver desde o primeiro dia!
Não foi um caso isolado. Contra o Audax Italiano, pela Sul-Americana, ele já tinha dado sinais de melhora. Mas a atuação contra o Papão foi a confirmação de que, talvez, só talvez, o investimento comece a se pagar. Aos 23 anos, a gente sabe que a pressão de vestir essa camisa é gigante, e a ansiedade atrapalhou muito o garoto no começo.
Os conselhos de ‘pai’ do professor Renato
E quem está por trás dessa evolução? Ninguém menos que o nosso comandante, Renato Gaúcho. O técnico abriu o jogo e revelou as conversas que tem tido com o atacante, quase como um pai aconselhando um filho. É o tipo de cuidado que pode salvar uma carreira.
“Tenho conversado com o Marino, dado conselhos, lapidado… Hoje foi a melhor atuação dele no Vasco e torço para que volte a jogar o futebol que jogou na Colômbia”, confessou Renato. O técnico sabe do potencial, mas também dos defeitos. “O futebol tem que simplificar. Ele não pode [driblar] três jogadores no meio de campo, porque dará o contra-ataque. Se der certo, vai ser aplaudido. Se der errado, vai ser xingado”, explicou.
A orientação foi clara: usar a criatividade, a força e a habilidade lá na frente, perto da área inimiga, onde o estrago é maior. E o mais importante, nas palavras do próprio Renato: “Estou tendo bastante cuidado para ele não cair na desgraça da torcida”. Ufa! Alguém entende o nosso sofrimento e a nossa impaciência.
Briga de foice (das boas) no ataque do Gigante
Com Hinestroza pedindo passagem, a disputa por uma vaga no ataque do Gigante da Colina vai pegar fogo. E isso é ótimo para o Vasco! Chega de jogador acomodado. As estatísticas ainda são tímidas – 16 jogos, apenas 3 como titular, nenhum gol e agora uma assistência – mas o futebol apresentado nos últimos jogos vale mais que os números frios.
A concorrência não é fraca. Renato tem várias opções para as pontas e precisa quebrar a cabeça para escalar o time. A briga por posição inclui:
- Nuno Moreira
- Marino Hinestroza
- Andrés Gómez
- Adson
- David (que tem jogado mais centralizado)
- Brenner (que é centroavante mas tem quebrado galho na ponta)
Essa evolução do colombiano bota uma pressão positiva em todo mundo. Quem não correr, quem não mostrar serviço, vai ver o bonde passar e o gringo assumir a titularidade de vez.
Próximo desafio: Provar que não foi só um lampejo
Agora, o teste de fogo será manter o nível. De nada adianta uma ou duas boas atuações se depois vier a mesma montanha-russa de antes. O próximo compromisso do Vascão já é neste sábado, e a parada é dura.
Enfrentaremos o Internacional, no Beira-Rio, às 18h30 (horário de Brasília), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. É fora de casa, contra um adversário complicado. É a chance de ouro para Marino Hinestroza mostrar que a redenção contra o Paysandu não foi um acaso, mas sim o início de uma nova fase com a camisa cruzmaltina. Vamos pra cima deles, Vascão! E que o nosso colombiano continue nos dando alegrias.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.