A ironia do destino bate à porta do Gigante
Atenção, povo cruzmaltino! Sabe aquelas histórias que só o futebol pode escrever? Pois bem, a semana do nosso Vascão tem um capítulo desses. O nome da vez é Marino Hinestroza, o colombiano que chegou com status de promessa e até agora dividiu opiniões na colina histórica. Depois de uma atuação que deu um respiro de esperança contra o Paysandu na Copa do Brasil, o destino preparou uma armadilha… ou uma chance de ouro.
Neste sábado, no Beira-Rio, pela 16ª rodada do Brasileirão, o nosso Almirante encara o Internacional. E é aí que a história fica boa. Hinestroza pode, finalmente, ganhar uma vaga de titular. E justamente contra o time que, um ano atrás, o apresentou para o Brasil.
Do elogio à expulsão: a memória do Beira-Rio
Para quem não se lembra, vamos refrescar a memória. Ano passado, Conmebol Libertadores. Hinestroza, com a camisa do Atlético Nacional, da Colômbia, veio jogar no mesmo Beira-Rio. O moleque jogou tanta bola que saiu de campo elogiado por todo mundo, mesmo tendo sido expulso por uma entrada mais dura em um tal de Bernabei. Era a raça que a gente gosta de ver!
Aquela atuação foi um cartão de visitas. Ele mostrou personalidade, não se escondeu no campo do adversário. Mesmo com um a menos, o recado estava dado: ali tinha um jogador diferente. Um jogador que não temia um palco grande.
Carrasco na Colômbia e o ‘quase’ do rival
Se no Brasil ele foi notado, na Colômbia ele virou herói. No jogo de volta, no Atanasio Girardot, Hinestroza não só jogou, ele resolveu. Fez um dos gols na vitória por 3 a 1 sobre o mesmo Internacional e foi eleito o melhor em campo. Aquela campanha do Atlético Nacional, que desbancou o Bahia na fase de grupos, colocou o nome do nosso atacante no mapa.
E o mais curioso? O próprio Internacional, depois de sofrer nas mãos dele, foi um dos que sondaram sua contratação meses depois. Sim, é isso mesmo! Antes de vestir nosso manto sagrado, ele esteve na mira do adversário de sábado. Além deles, Botafogo e até o Boca Juniors ficaram de olho. Mas o destino queria que ele viesse para o time do povo. O Gigante da Colina levou a melhor.
A ansiedade de quem veste a Cruz de Malta
Desde que chegou ao Vasco, a vida de Hinestroza tem sido uma montanha-russa, como a de todo vascaíno. A gente vê o talento, a habilidade, o drible. Mas, internamente, a avaliação é que a ansiedade de querer resolver tudo sozinho às vezes atrapalha. É a pressão de vestir essa camisa, uma das mais pesadas do mundo. Não é para qualquer um.
Mas nós, a torcida que nunca abandona, sabemos que é preciso ter paciência. O garoto tem potencial, e agora, com a casa mais ou menos em ordem e o time na 8ª colocação, talvez ele encontre a tranquilidade para mostrar a que veio.
A brecha de Renato Gaúcho: agora ou nunca?
A oportunidade não caiu do céu. Com Adson sendo poupado e Rojas suspenso, uma vaga se abriu no ataque. E o nome de Hinestroza é um dos mais fortes na prancheta do técnico Renato Gaúcho. É a famosa ‘chance de ouro’ que o futebol oferece.
Agora é com ele. Entrar no Beira-Rio, um estádio de tantas memórias, e mostrar que o Vasco fez a aposta certa. É a chance de calar os críticos, de justificar o investimento e, principalmente, de ajudar o Vascão a trazer três pontos preciosos do Sul. Será que o colombiano vai finalmente desencantar e mostrar que tem estrela? A gente acredita. Pra cima deles, Hinestroza! Honre nosso manto!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.