Alívio Cruzmaltino: Punição Mínima para o Zagueiro
A torcida vascaína, que já vive com o coração na mão a cada rodada, pôde respirar um pouco mais aliviada nesta quinta-feira (21). O zagueiro Carlos Cuesta, peça importante na nossa defesa, foi a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e o resultado foi o menos pior possível: apenas uma partida de suspensão.
A punição é referente àquela expulsão dolorosa contra o Internacional, na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Com isso, nosso xerife já cumpriu a automática e está fora do duelo contra o Red Bull Bragantino, no próximo domingo (24). É um desfalque pesado, sem dúvida, mas o alívio vem ao saber que ele estará de volta para a batalha contra o Atlético Mineiro, no dia 31, o último jogo antes da pausa para a Copa do Mundo.
O medo era de um gancho maior, que poderia complicar ainda mais a vida do Gigante da Colina. Mas, dessa vez, a justiça desportiva aplicou a pena mínima. Um pequeno respiro em meio a tantas batalhas que enfrentamos.
A Defesa do Vascão e o Lance da Expulsão
Vamos lembrar o lance. Nos acréscimos do segundo tempo contra o Inter, Cuesta recebeu o cartão vermelho direto. Na súmula, o árbitro foi claro e classificou o lance como “jogo brusco grave”. Com base nisso, o zagueiro foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de jogada violenta.
Durante o julgamento, os advogados do Vasco da Gama fizeram um trabalho competente. A argumentação foi de que a jogada, embora imprudente, não teve a intenção de machucar o adversário. Além disso, um ponto fundamental foi ressaltar a primariedade do nosso defensor, ou seja, o fato de ele não ter um histórico de lances violentos. Era o argumento para pedir a pena mínima, e deu certo.
O relator do processo, auditor Pedro Henrique Perdiz, entendeu a situação. Em seu voto, ele afirmou que o lance de fato “se adequa perfeitamente ao artigo 254”, destacando que Cuesta chegou atrasado na dividida e teve uma entrada imprudente. Contudo, acolheu parcialmente a tese da defesa e aplicou a suspensão de apenas uma partida, sem converter em advertência. O voto foi seguido por todos os outros membros da Comissão. Ufa!
Nem Tudo São Flores: Multa nos Cofres do Gigante
Mas como a vida do vascaíno nunca é fácil, nem tudo foi notícia boa. O Almirante também foi julgado por outro motivo e acabou multado. Tanto o Vasco quanto o Internacional terão que desembolsar R$ 2 mil cada um.
O motivo? Atraso para voltar para o segundo tempo daquela mesma partida. Segundo o relato do árbitro, as duas equipes demoraram três minutos para retornar do vestiário, o que causou um atraso total de dois minutos no reinício do jogo. É aquele tipo de detalhe que irrita a gente. Uma falta de atenção que custa dinheiro aos cofres do clube.
Os clubes foram punidos com base no artigo 206 do CBJD. É um valor baixo, mas é o tipo de erro que não pode acontecer. O foco tem que ser total, do primeiro ao último minuto, dentro e fora de campo. Vasco é coisa séria!
E Agora, Vascão? Foco no Bragantino!
Com a situação de Cuesta definida, o foco se volta completamente para o campo e bola. Temos um confronto dificílimo contra o Red Bull Bragantino fora de casa e sem um dos nossos pilares defensivos. É a hora de Renato Gaúcho quebrar a cabeça para encontrar a melhor peça de reposição.
Não há tempo para lamentar. Quem entrar no lugar de Cuesta tem a obrigação de honrar a Cruz de Malta e mostrar a mesma raça. É em jogos assim, com desfalques e contra adversários qualificados, que o verdadeiro espírito do Gigante da Colina se manifesta.
A torcida vascaína, como sempre, estará apoiando incondicionalmente. Esperamos que o time corresponda em campo e traga três pontos fundamentais na bagagem. Pra cima deles, Vascão! A gente nunca vai te abandonar!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.