Jornalista do SporTV aponta o ‘calcanhar de aquiles’ do Vasco de Renato: ‘É muito nítido’

Análise de Rodrigo Coutinho, do SporTV, expõe a ferida do Vascão: o time só joga contra os grandes? Entenda o problema que nos aproxima do Z4.

A Ferida Exposta: O Vexame em São Januário

A noite de domingo (24) era para ser de festa no nosso Caldeirão, mas se transformou em um pesadelo que todo vascaíno conhece bem. O placar de 3 a 0 para o RB Bragantino dói, mas o que machuca de verdade é a sensação de impotência, de ver nosso time se aproximar perigosamente da zona de rebaixamento de novo. A pergunta que não quer calar ecoa mais forte que qualquer vaia: por que o Vascão parece escolher os jogos em que vai lutar?

Em meio ao caos e à busca por culpados, uma análise cirúrgica vinda de fora do clube joga luz sobre um problema crônico. No programa “Redação Sportv”, o jornalista Rodrigo Coutinho verbalizou o que a gente sente na alma, mas talvez não consiga explicar. E o diagnóstico dele é preocupante.

O Diagnóstico de Rodrigo Coutinho: Um Time de Duas Caras?

Com a serenidade de quem analisa o jogo sem a nossa paixão cega, Rodrigo Coutinho foi direto ao ponto. Ele não jogou fora o trabalho de Renato Gaúcho, pelo contrário. O jornalista reconheceu que o time evoluiu e melhorou em vários aspectos sob o comando do treinador. E isso é verdade, vimos lampejos de um time competitivo.

Mas então, veio o “mas”. A ressalva que explica muita coisa. Nas palavras do próprio Coutinho: “A questão para mim é: quando o Vasco pega jogos em que não há essa mobilização porque o adversário é de nível próximo, o time não consegue ter a mesma organização. Não consegue ter regularidade dentro de campo. E o jogo de ontem, somado aos 2 últimos jogos, é muito nítido para mim nesse sentido”.

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É um soco no estômago, mas faz sentido. Parece que nosso Gigante só acorda para os jogos de gala, contra os times de ponta, onde a motivação é natural. Contra um adversário do nosso nível, como o Bragantino, a equipe se apaga, perde a organização e a raça vascaína que tanto exigimos parece sumir. É como se a camisa pesasse de forma diferente dependendo do escudo do outro lado do campo.

Um Filme de Terror em Pleno Domingo

A análise de Coutinho se encaixa perfeitamente no que vimos em campo. O primeiro tempo foi uma tortura. O time parecia perdido, com dificuldades em todos os setores e esbarrando nas próprias limitações técnicas. Fisicamente, uma equipe irreconhecível, completamente dominada por um Bragantino que parecia jogar em casa.

Nosso paredão, Léo Jardim, fez o que pôde, empilhando defesas que adiaram o inevitável. Mas aos 46 minutos, não teve jeito. Rodriguinho, do time deles, conduziu a bola com uma liberdade assustadora e acertou um chutaço de fora da área. Um gol que nasceu da passividade da nossa marcação. O resultado? O time saiu para o vestiário sob uma chuva de vaias, com o lateral Lucas Piton sendo o principal alvo da fúria justificada da torcida.

A Esperança que Morre e os Gols Perdidos

Se alguém esperava uma reação de campeão no segundo tempo, se decepcionou amargamente. Logo aos 5 minutos, o mesmo Rodriguinho carimbou nossa trave, um aviso de que o pior ainda estava por vir. Tivemos a chance de ouro para empatar, mas Spinelli, em uma finalização desastrosa, jogou a oportunidade para fora – um erro que ele já havia cometido na primeira etapa.

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O castigo veio aos 15 minutos. Isidro Pitta recebeu na pequena área e empurrou para as redes, fazendo o 2 a 0 e selando nossa sorte. Depois disso, o que se viu foi um time que “parecia querer reagir”. Tivemos duas chances claríssimas, com o mesmo Spinelli e depois com Brenner, mas ambos, na cara do gol, desperdiçaram de forma inacreditável. Para completar a noite bizarra, até o Bragantino tentou nos ajudar, com Eduardo Sasha isolando uma cobrança de pênalti nos minutos finais.

A derrota por 3 a 0 foi sacramentada. Um placar que reflete não só a superioridade do adversário, mas principalmente a nossa própria incapacidade de competir quando o jogo exige mais consistência do que heroísmo. A análise de Rodrigo Coutinho não é uma crítica vazia, é um alerta. Se o Vasco não aprender a tratar todo jogo como uma final, o fantasma que tanto nos assombra continuará batendo à nossa porta. A hora de acordar é agora, Gigante. Cada jogo é uma decisão.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.