Caminho Livre para o Gigante?
Atenção, povo cruzmaltino! O nosso caminho na Copa Sul-Americana está traçado e, para a nossa sorte, parece que os deuses do futebol resolveram dar uma forcinha para o Gigante da Colina. Nosso adversário nos playoffs será o Independiente Medellín, da Colômbia, e a notícia que chega de lá é música para os nossos ouvidos: o primeiro jogo, em solo colombiano, será com os portões fechados! Isso mesmo, sem torcida para pressionar, sem aquele inferno que eles tentam fazer. Uma vantagem gigantesca para o Vascão, que decidirá a vaga no nosso Caldeirão de São Januário!
O confronto está marcado para a semana seguinte ao fim da Copa do Mundo. Por ter vindo da Libertadores, o time colombiano, conhecido como DIM, teria o direito de fazer o primeiro jogo em casa com o apoio da sua gente. Teria. Mas a indisciplina e a confusão, justamente contra o nosso maior rival, cobraram um preço caro. E quem se beneficia somos nós. É para esfregar as mãos e já pensar em como vamos lotar São Januário para empurrar o time rumo à próxima fase.
A Crise que nos Favorece
Mas por que essa punição? Ah, meus amigos, a casa está caindo para o lado do Independiente Medellín. O clube vive uma crise institucional e técnica daquelas. Tudo começou a desandar em meados de abril, quando sofreram uma goleada humilhante de 4 a 1 para o Flamengo, em pleno Maracanã. O resultado foi tão devastador que custou o emprego do técnico Alejandro Restrepo.
Para o seu lugar, assumiu interinamente Sebastián Botero, mas a maré não virou. Sob o comando dele, o time foi eliminado precocemente do Campeonato Colombiano, o que fez a paciência da torcida acabar de vez. A insatisfação explodiu em protestos pesados contra o dono do clube, Raúl Giraldo. Ou seja, o clima por lá é de terra arrasada. Um cenário de instabilidade que o nosso Vasco tem a obrigação de explorar.
A ‘Mãozinha’ do Rival e a Punição da Conmebol
A gota d’água, que resultou na punição que nos beneficia diretamente, veio em outro jogo contra o Flamengo, no início de maio. A partida foi um caos completo. Torcedores do Medellín, revoltados com a fase do time, transformaram o estádio em uma praça de guerra. Jogaram bombas no gramado e entraram em confronto direto com a polícia.
A Conmebol, corretamente, não deixou barato. A partida foi cancelada, o Flamengo foi declarado vencedor por W.O., e o Independiente Medellín recebeu a sanção de jogar sua próxima partida como mandante em competições continentais com portões fechados. É irônico, para não dizer cômico, que uma confusão envolvendo nosso maior rival tenha resultado em uma vantagem tão clara para o Vascão. O futebol tem dessas coisas.
Quem é o Adversário do Almirante?
Apesar da crise, não podemos vacilar. O Independiente Medellín chegou a esta fase após uma campanha de quase classificação na Libertadores. Eles estavam no Grupo A, com Flamengo, Estudiantes e Cusco, e precisavam de apenas um empate na última rodada para avançar. No entanto, em um roteiro que nós, vascaínos, conhecemos bem, deixaram a vaga escapar ao sofrer um gol do Estudiantes aos 47 minutos do segundo tempo.
Para tentar arrumar a casa, eles anunciaram um novo treinador: Luis Amaranto Perea, um nome de respeito. Ex-zagueiro revelado pelo próprio clube, teve passagens marcantes pelo Boca Juniors e, principalmente, pelo Atlético de Madrid, onde jogou por oito anos. Ele assumirá o time após a Copa do Mundo, já que atualmente faz parte da comissão técnica de Néstor Lorenzo.
Dentro de campo, precisamos ficar de olho em alguns nomes. A equipe tem jogadores experientes que podem complicar. Fique atento a estes:
- Francisco Fydriszewski: Apelidado de “Polaco”, o centroavante argentino de 33 anos é a principal referência no ataque. Já marcou seis gols na temporada e tem rodagem por clubes como Newell’s Old Boys e San Lorenzo.
- Frank Fabra: Conhecido lateral-esquerdo com passagem recente e longa pelo Boca Juniors. Sabe jogar partidas de mata-mata.
- Yony González: Um velho conhecido do futebol carioca. O atacante, que já vestiu a camisa do nosso rival Fluminense, também compõe o elenco colombiano.
A Hora é Agora, Gigante!
O cenário está desenhado. Um adversário em crise, punido, sem o apoio de sua torcida no primeiro jogo e com a decisão da vaga sendo no nosso santuário. É a faca e o queijo na mão para o Vasco da Gama. Não há espaço para erros, não há desculpas para não se classificar. É entrar focado na Colômbia para buscar um bom resultado e depois transformar São Januário no verdadeiro inferno que eles não puderam criar. A Sul-Americana é um caminho importante para a reconstrução do nosso prestígio. Vamos com tudo, Vascão! A torcida que nunca abandona estará aqui, como sempre, para jogar junto.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.