RENATO MUDA TUDO! Técnico blinda elenco e Vasco encara ‘final’ antes da parada

A panela de pressão ferveu! Renato Gaúcho toma atitude drástica para proteger o time e transforma o jogo contra o Atlético-MG em uma verdadeira final pelo Vascão.

Jogadores do Vasco em jogo contra o Barracas Central — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A panela de pressão explodiu em São Januário

Torcedor vascaíno, vamos ser sinceros: a última semana não foi para amadores. A paciência, que já era curta, acabou de vez. A derrota vergonhosa por 3 a 0 para o RB Bragantino, em pleno Caldeirão, foi a gota d’água que fez transbordar um sentimento de frustração que vinha sendo represado.

A imagem de parte da nossa torcida sem comemorar um gol na Sul-Americana rodou o continente e virou piada. Mas quem está de fora não entende. Não foi um ato de indiferença, foi um grito de protesto. Um recado claro de que o planejamento, ou a falta dele, estava nos levando para um caminho perigoso.

E o protesto não parou por aí. Na segunda-feira, os muros do CT Moacyr Barbosa ouviram o que a arquibancada já gritava. A torcida foi lá cobrar. Cobrar raça, comprometimento e, principalmente, resultados.

A estratégia de Renato para apagar o incêndio

No meio desse turbilhão, uma figura central: Renato Gaúcho. O nosso comandante, que até então parecia ter um plano claro, se viu no olho do furacão. A decisão de poupar o time titular contra o Olimpia, em um jogo que poderia ter nos dado tranquilidade na Sul-Americana, se provou um tiro no pé com a derrota acachapante que veio logo depois no Brasileirão.

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Pressionado, Renato precisava agir. E agiu. A comissão técnica chegou a pensar em manter o rodízio, mas o bom senso (e a pressão) falou mais alto. A decisão de escalar força máxima contra o Barracas Central, pela 6ª rodada da Copa Sul-Americana, não foi uma mudança de prioridade. Foi uma manobra de guerra.

Foi uma forma de blindar o elenco. De tirar os jogadores da linha de frente das críticas e mostrar que o grupo estava unido e pronto para dar uma resposta. Uma vitória, mesmo que em um jogo de menor peso, serviria para levantar a moral e acalmar minimamente os ânimos antes da verdadeira batalha que se aproxima.

Brasileirão é a nossa guerra, o resto é treino

Que fique claro, e o próprio Renato não faz questão de esconder: a prioridade absoluta do Vasco é e sempre será o Campeonato Brasileiro. A decisão de poupar contra o Olimpia, por mais que tenha nos custado caro na imagem e no resultado seguinte, foi uma escolha pensada junto com o diretor de futebol, Admar Lopes.

O treinador não se arrepende. A aposta era guardar fôlego para a nossa maratona, para a nossa verdadeira obrigação. O problema é que o futebol não é uma ciência exata e o plano falhou espetacularmente naquela rodada.

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Agora, com o time mais descansado por não precisar de grandes viagens, a cúpula vascaína e Renato chegaram a um novo consenso: é hora de colocar em campo o que temos de melhor. Não há mais espaço para testes ou poupanças. Cada jogo é uma decisão.

Domingo é final de Copa do Mundo em São Januário

E por falar em decisão, chegamos ao ponto crucial. Domingo, contra o Atlético-MG, pela 18ª rodada do Brasileirão, não é mais um jogo. Nos bastidores de São Januário, a palavra que ecoa é uma só: “final”.

É doloroso admitir, mas o sonho mudou. O objetivo inicial de terminar esta primeira parte da temporada perto da briga por uma vaga na pré-Libertadores foi para o espaço. A dura realidade, após os últimos tropeços, é que a nossa meta agora é bem mais modesta e muito mais assustadora: se afastar do fantasma do Z-4 antes da parada para a Copa do Mundo.

Este jogo contra o Galo ganhou um peso monumental. É o último compromisso antes de um longo respiro. Uma vitória significa ir para a pausa com um mínimo de tranquilidade, com a cabeça no lugar e a certeza de que temos forças para reagir. Uma derrota… bem, é melhor nem pensar no cenário de terra arrasada que se instalaria.

Cabe a nós, povo cruzmaltino, entendermos o momento. A cobrança é legítima e necessária, mas no domingo, o Caldeirão precisa ferver a nosso favor. É hora de apoiar os 90 minutos, de empurrar o time e mostrar por que somos a torcida que nunca abandona. Domingo é guerra. E em uma guerra, o Gigante não pode lutar sozinho.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.