LEILA PEREIRA CRAVA SOBRE A SAF DO VASCO: ‘Será um grande negócio’

Presidente do Palmeiras quebra o silêncio sobre a compra do Vascão e manda recado sobre seu enteado. Veja o que ela disse!

Presidente de rival quebra o silêncio sobre o futuro do Gigante

É, nação cruzmaltina, quando a gente pensa que já viu de tudo nesse nosso sofrido, mas glorioso caminho, o futebol brasileiro dá um jeito de nos surpreender. Imagina só: a presidente de um dos clubes mais ricos do país, Leila Pereira, do Palmeiras, falando abertamente sobre o futuro do nosso Vascão. E não foi pra criticar, não. Pelo contrário. A fala dela pode ter dado uma pista gigantesca sobre quem pode ser o próximo ‘dono’ do nosso futebol.

Em uma entrevista que está dando o que falar, a mandatária palmeirense foi questionada sobre o envolvimento de seu enteado, Marcos Lamacchia, nas negociações para comprar a SAF do Vasco. A resposta dela foi direta, e pra bom entendedor, meia palavra basta. Ela não só confirmou as tratativas como deu um selo de aprovação que ecoou de São Paulo até São Januário.

‘Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio’

A declaração veio forte e clara durante sua participação no podcast “POD_i”, comandado pela jornalista Andréia Sadi. Leila Pereira fez questão de separar as coisas, negando qualquer participação sua no negócio, mas não poupou elogios ao familiar. É o tipo de coisa que faz a gente parar pra pensar.

“Eu não tenho nada com isso. O meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É uma pessoa correta”, afirmou a presidente do Palmeiras, deixando claro que Marcos Lamacchia tem seu próprio caminho e, mais importante, seu próprio dinheiro.

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Mas a parte que realmente interessa ao povo cruzmaltino veio em seguida: “Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. Uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo”. Leram isso? “Capacidade de erguer qualquer clube”. Depois de tudo que passamos com a 777 Partners, ouvir algo assim de alguém com a experiência dela acende uma chama de esperança, por mais cautelosos que estejamos.

A negociação em questão, vale lembrar, é pela fatia de 90% dos ativos da nossa SAF, com valores que, segundo as informações, ultrapassam a casa dos 2 bilhões de reais. É dinheiro de gente grande para tirar o Gigante da Colina da situação em que foi deixado.

Defesa da SAF e o ‘dono’ que o Vasco precisa?

Leila Pereira não parou por aí. Ela aproveitou para dar sua opinião sincera sobre o modelo de gestão no futebol, uma opinião que bate de frente com a tradição de muitos clubes, inclusive o nosso. Para ela, o futuro é o clube-empresa.

“Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta ao clube-empresa. Acho que para ter continuidade o clube precisa ter um dono”, disse ela. A justificativa? A política. “Nesses clubes associativos o presidente se deixa levar muito levar pela política, está sempre preocupado para o voto”.

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É uma facada no peito de quem ama a história do clube associativo mais bonito do mundo, o time do povo. Mas, com a mão no coração, torcedor… depois de anos de gestões questionáveis e do fiasco da 777, será que ela não tem um pingo de razão? A gente viu na pele o que uma gestão sem compromisso e sem um rosto visível pode fazer. A ideia de ter um ‘dono’, brasileiro, com patrimônio aqui e, segundo a própria Leila, ‘correto’, começa a soar como música para os nossos ouvidos cansados de tanto sofrimento.

O fantasma da 777 Partners ainda assombra

Claro que no Vasco nada é simples. Enquanto sonhamos com um futuro mais estável, existe um imbróglio jurídico que precisa ser resolvido. A antiga gestora, a 777 Partners, não quer largar o osso e acionou a Justiça para tentar impedir a transferência das ações para um novo comprador.

Os norte-americanos alegam que ainda detêm 70% da SAF, com 39% desse bolo já subscrito. É uma briga nos tribunais que se arrasta e cria uma nuvem de incerteza sobre São Januário. A diretoria do nosso clube associativo, liderada pelo presidente Pedrinho, assumiu o controle do futebol no dia 15 de maio de 2024, após uma decisão judicial que suspendeu o contrato com a 777. Desde então, a empresa estrangeira vem tentando reverter a situação, mas, felizmente para nós, sem sucesso até agora.

Essa batalha judicial é o grande obstáculo para que as tratativas com Marcos Lamacchia ou qualquer outro investidor avancem de vez. Precisamos nos livrar de vez desse passado sombrio para poder, finalmente, olhar para frente.

E aí, torcida vascaína? As palavras da presidente de um rival te animam ou te deixam com o pé atrás? A ideia de ter um ‘dono’ brasileiro, com grana e aparentemente sério, é a salvação que o Almirante precisa para voltar aos seus dias de glória? Uma coisa é certa: depois da tempestade, a gente sempre espera o sol. E que ele brilhe forte em São Januário. Vamos, Vascão!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.