‘ESTOU DE MÃOS ATADAS’: Pedrinho garante Lamacchia, mas revela medo e ameaças em desabafo

Afastado pela Justiça, Pedrinho quebra o silêncio, garante que Lamacchia segue na SAF mas revela: 'Tenho medo do que pode acontecer comigo'.

Pedrinho, do Vasco — Foto: Dikran Sahagian/Vasco

Em um dos momentos mais sombrios da nossa política recente, o presidente e ídolo Pedrinho quebrou o silêncio. Um dia após ser covardemente afastado do comando da SAF por uma canetada da Justiça, ele veio a público para dar um recado à nação vascaína. Em entrevista ao canal ‘Atenção, Vascaínos!’, nosso presidente falou grosso, garantiu que o investidor Marcos Lamacchia não pulou do barco, mas fez um desabafo chocante sobre a guerra suja nos bastidores do Gigante da Colina.

Com a voz de quem carrega o peso do mundo nas costas, Pedrinho revelou que está ‘de mãos atadas’, mas que a luta não acabou. A notícia que todo vascaíno queria ouvir veio: Lamacchia segue firme no propósito de comprar a SAF. ‘Se o investidor não conhecesse exatamente quem eu sou, ele poderia desistir do negócio com todo esse tumulto’, afirmou Pedrinho, deixando claro que a confiança pessoal é o que ainda sustenta a esperança de dias melhores.

O investidor segue firme, mas o silêncio incomoda

Apesar da boa notícia, Pedrinho não escondeu a frustração. Para ele, a outra parte também precisa se manifestar. ‘Inclusive acho que em algum momento o investidor tem que falar. Parece que só eu falo’, desabafou. É a sensação que todos nós, torcedores, temos: a de que a briga de poder de alguns está destruindo o clube, enquanto quem realmente se importa grita sozinho no deserto.

O presidente afastado foi direto: ‘Se o negócio não andar é responsabilidade total deles’. A mensagem é clara: existe um esforço deliberado para melar a venda e manter o Vascão no caos. E quem paga o preço? Nós, a torcida, e o time em campo.

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Prejuízo em campo: sem dinheiro para reforços

E o reflexo dessa guerra já bate à nossa porta. Pedrinho foi taxativo ao dizer que o sonho de um aporte financeiro para a janela de transferências do meio do ano foi para o ralo por causa dessa confusão. ‘Se a gente já tivesse acelerado todos os processos, a gente já tinha a possibilidade de ter um aporte no meio do ano até para investimento no futebol, que facilitaria muito’, lamentou.

Ele não tem dúvidas. ‘Com todos esses problemas causados de forma intencional, além de querer afastar o investidor, é obviamente prejudicar de forma desportiva’. É o puro suco da política mesquinha do futebol brasileiro: se não posso ter o poder, quebro o brinquedo para ninguém mais brincar. E o brinquedo, no caso, é o nosso amado Vasco da Gama.

‘Tenho medo do que pode acontecer comigo’

A parte mais pesada da entrevista foi o desabafo pessoal de Pedrinho. O ídolo, o cara que sempre deu a cara a tapa pelo clube, admitiu sentir medo. ‘Tenho indicios, algumas exonerações, vocês podem observar. E alguns nomes grandes que não quero dar por medo mesmo, do que pode acontecer comigo’, revelou, em uma fala que gela a espinha de qualquer vascaíno.

Ele falou sobre as ‘canetas pesadas’ que podem destruir reputações e criar narrativas falsas. ‘Tenho medo? Tenho. Porque a caneta pesa’. Além disso, confirmou ter recebido ameaças diretas ao seu patrimônio. ‘Recebi ameaça sobre perder patrimônios’, confessou. É um cenário de filme de máfia, mas que infelizmente é a realidade crua e nua da política do nosso Gigante.

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O desafio final e o futuro incerto

Afastado por 60 dias por decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que nomeou a advogada Samantha Mendes Longo como interventora, Pedrinho deixou um desafio no ar para seus opositores. Um xeque-mate moral. ‘Vocês querem a cadeira? Concluam a venda e eu saio’.

A fala mostra quem realmente está preocupado com o futuro da instituição. Enquanto uns brigam por cargos e poder, nosso presidente (sim, nosso presidente!) coloca o Vasco em primeiro lugar. A situação é de revolta e estranheza, como ele mesmo disse. A nós, fiéis do Gigante, resta a angústia de assistir a essa batalha e torcer para que, no fim, o escudo da Cruz de Malta saia vitorioso. A guerra está declarada, e o futuro do Almirante está em jogo.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.