QUEM MANDA NO VASCO? Técnico trava acerto e SAF vira novela em mês decisivo!

Técnico trava acerto e pergunta 'quem manda no Vasco?'. Com SAF em xeque e caos nos bastidores, julho vira um mês de vida ou morte para o Gigante.

Pedrinho e José Roberto Lamacchia — Foto: Reprodução

‘Quem manda aqui?’: A pergunta que ecoa na Colina e trava o futuro do Vasco

A bola não rola, mas o Caldeirão de São Januário ferve. E não é de alegria, torcedor. Junho foi um dos meses mais turbulentos da nossa história recente, e agora julho chega como um campo minado. A demissão do técnico Renato Gaúcho e o afastamento judicial do nosso ídolo Pedrinho da presidência da SAF jogaram o Vascão num limbo perigoso. A situação é tão caótica que um treinador com acordo verbal, Franclim Carvalho, simplesmente pisou no freio e fez a pergunta que todo vascaíno se faz: afinal, quem manda no Vasco?

Segundo apuração do portal GE, o técnico português, hoje no Botafogo, gostou do projeto e da valorização salarial oferecida pelo Gigante da Colina. O acordo verbal estava na mesa. Mas a instabilidade política falou mais alto. Franclim, que tem boa relação com o nosso diretor de futebol Admar Lopes e também com Pedrinho, deixou claro que só finaliza o negócio quando souber quem está no comando. É o retrato do caos. Não é nem questão de dinheiro – o clube está disposto a pagar a multa de 300 mil dólares (cerca de R$1,5 milhão) –, é questão de ter um rumo.

A SAF em xeque: Acordo ‘assinado’ com Lamacchia, mas sem caneta no papel

A principal fonte de toda essa confusão é a briga judicial pela nossa SAF. No último dia 23 de junho, uma decisão judicial afastou Pedrinho e outros dois conselheiros, criando um vácuo de poder. Pessoas próximas ao nosso presidente-ídolo confiam na reversão, mas, enquanto isso, o clube fica paralisado.

Essa paralisação atingiu em cheio a negociação que era a nossa maior esperança: a venda da SAF para Marcos Lamacchia, dono da Crefisa. Em entrevista ao GE, o pai do empresário, José Roberto Lamacchia, chegou a dizer que já existe um acordo “assinado e valendo”, mas com uma condição crucial: ele só se concretiza com Pedrinho na presidência. No entanto, o mesmo GE apurou que o que existe de fato é um memorando de entendimento (MOU), não um contrato final. Detalhes sobre o reinvestimento da grana da venda de jogadores ainda estão em discussão. Ou seja, estamos presos nesse cabo de guerra.

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Renúncia, caos e um pedido de socorro à Justiça

Para piorar o cenário, a gestora judicial nomeada para fiscalizar as negociações, Samantha Mendes Longo, jogou a toalha. Ela renunciou ao cargo nesta terça-feira alegando problemas de segurança pessoal. Mais um capítulo bizarro que só dificulta os próximos passos do Almirante. Antes dessa confusão toda, a expectativa era anunciar a venda da SAF e já usar o dinheiro nesta janela de transferências.

Em seu relatório de renúncia entregue à Justiça, Samantha fez uma sugestão que soa como um grito de desespero: a instauração de uma mediação imediata entre o CRVG, a 777 e os potenciais compradores. Nas palavras dela, para que as negociações sigam com “rapidez, boa-fé, transparência e eficiência”. Ela escreveu: “sugere a imediata instauração de incidente de mediação de forma a que os representantes do investidor interessado, bem como os representantes dos acionistas da Companhia (CRVG e 777), sejam intimados a participar voluntariamente do procedimento”. É um pedido para que os adultos conversem e salvem o Vasco de si mesmo.

E o futebol? Luta contra o Z4 com reforço solitário

Enquanto os engravatados brigam nos tribunais, o time pena em campo. Estamos na zona de rebaixamento, em 17º lugar, com míseros 20 pontos. O próximo compromisso já tem data e é uma final: dia 16 de julho, contra o Vitória, no Barradão, pela 19ª rodada do Brasileirão. Uma partida que pode definir nosso semestre.

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O elenco se reapresentou no dia 22 de junho e, sem um comandante definido, as atividades estão sendo coordenadas pelo auxiliar-técnico permanente, Bruno Lazaroni. Um guerreiro que segura as pontas, mas precisamos de um general para a batalha que temos pela frente. Até agora, em meio a toda essa fumaça, a única certeza para o segundo semestre é a chegada de Paulinho, lateral-esquerdo que veio do América-MG após assinar um pré-contrato no início do ano. Um reforço solitário em meio a um mar de incertezas. Julho não é apenas um mês, é o futuro do nosso Vascão que está em jogo. Vamos subir, Gigante, custe o que custar!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.