HERANÇA MALDITA! Fantasma da 777 e crise com Pedrinho travam chegada de Deossa ao Vascão

O Gigante tenta, mas a desconfiança no mercado fala mais alto. Entenda por que a herança da 777 e a crise política recente estão impedindo o acerto com Nelson Deossa.

Nelson Deossa em campo pelo Real Bétis no amistoso contra o Real Oviedo (Foto: Reprodução)

A novela que ninguém aguenta mais

Nação Cruzmaltina, vamos falar a real: a paciência do torcedor tem limite. E a novela envolvendo a contratação do meio-campista colombiano Nelson Deossa já passou de todos eles. O nome do jogador do Real Betis, da Espanha, ecoa em São Januário há cerca de um mês, mas o final feliz parece cada vez mais distante, e o motivo é de revirar o estômago de qualquer vascaíno.

O Vascão quer o jogador. O jogador, ao que tudo indica, quer vir. Mas o clube espanhol, o Real Betis, está com os dois pés atrás. E a culpa, para variar, não é nossa, da torcida que nunca abandona, mas sim da bagunça administrativa que insiste em assombrar o Gigante da Colina.

Garantias enviadas, desconfiança mantida

A situação é a seguinte, fiel do Gigante: segundo apuração do portal Lance!, a diretoria do Vasco já se mexeu. Enviou para a Espanha as tais “garantias financeiras” que o Real Betis exigiu para liberar Deossa. Ou seja, o clube mostrou documentos para provar que tem como pagar a conta.

Você acha que adiantou? Que nada! Mesmo com a papelada na mão, os espanhóis seguem desconfiados. O aval para a transferência não veio. A negociação, que era para ser um reforço para ontem, segue travada, emperrada por uma desconfiança que tem nome e sobrenome.

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O fantasma da 777 e a crise com Pedrinho

E aqui chegamos ao ponto que mais dói. Por que o Betis não confia no Vasco? A resposta está na nossa história recente. A herança maldita deixada pela 777 Partners, que durante sua gestão acumulou calotes e deixou de pagar diversos clubes, manchou a nossa imagem no mercado.

Como se não bastasse carregar esse fardo, a recente confusão judicial que afastou temporariamente nosso presidente Pedrinho da SAF jogou mais lenha na fogueira. Apesar de ele ter retornado ao cargo em menos de uma semana, o estrago na reputação já estava feito. A imagem que fica lá fora é a de um clube instável, um barril de pólvora administrativo.

É por isso, torcedor, que o Real Betis pediu garantias. E é por isso que, mesmo com elas em mãos, eles ainda hesitam. A bagunça do passado e a instabilidade do presente estão custando caro ao nosso planejamento para o futuro. Estamos pagando o preço por erros que não são nossos.

Até quando, Vascão?

A novela Deossa virou o símbolo da nossa luta atual. Não é só uma luta dentro de campo por resultados, mas uma batalha diária nos bastidores para recuperar a credibilidade que foi jogada no lixo por gestões passadas. O colombiano seria uma peça importante, um reforço de qualidade para dar mais corpo ao nosso meio de campo.

Enquanto a definição não vem, seguimos aqui, na arquibancada da vida, torcendo e sofrendo. Torcendo para que a diretoria consiga contornar essa desconfiança e, finalmente, trazer os reforços que o Almirante tanto precisa. E sofrendo por ver o nome do Vasco, um clube com uma história tão gloriosa, ser tratado com tanta cautela no mercado. O Vascão é coisa séria, e já passou da hora de todos entenderem isso. Que essa novela acabe logo, de preferência com Deossa vestindo a nossa sagrada camisa cruzmaltina.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.