PLANO DE ADMAR LOPES VAI POR ÁGUA ABAIXO? Crise institucional afasta reforços e trava o Vascão no mercado!

Com apenas um reforço, o Gigante vê a estratégia de Admar Lopes esbarrar na desconfiança do mercado. A crise institucional virou nosso maior adversário!

Admar Lopes em apresentação no Vasco da Gama no CT Moacyr Barbosa (Foto: Pedro Cobalea / Lance!)

Apenas um reforço e um mar de incertezas

Meu amigo vascaíno, a janela de transferências abriu e a sensação é a mesma de sempre: um misto de esperança com um nó na garganta. Enquanto o Gigante da Colina luta com unhas e dentes para fugir daquela zona maldita no Campeonato Brasileiro, a diretoria parece patinar no mercado. Até agora, apenas um nome foi anunciado: o lateral-esquerdo Paulinho, que chegou sem custos após um pré-contrato assinado lá em fevereiro. Um alento, sim, mas muito pouco para a necessidade do nosso Vascão.

A gente olha para os lados, vê os rivais se movimentando, e aqui em São Januário o telefone parece que não toca. A verdade, nua e crua, é que o clube segue com dificuldades imensas para trazer as peças que o nosso elenco tanto precisa. A paciência do povo cruzmaltino, que nunca abandona, está sendo testada mais uma vez.

A estratégia de sempre: o ’empréstimo com gatilho’

Você deve estar se perguntando: mas qual é o plano? Segundo apuração do portal Lance!, a estratégia sob o comando do nosso diretor de futebol, Admar Lopes, não mudou. Continua sendo a mesma das últimas janelas, um reflexo direto da nossa situação financeira, que não é segredo para ninguém.

O modelo adotado é o seguinte:

Publicidade
  • Contratações por empréstimo: O clube busca jogadores cedidos por um tempo determinado.
  • Cláusula de compra obrigatória: No contrato, é incluída uma cláusula que obriga o Vasco a comprar o atleta em definitivo.
  • Gatilhos acessíveis: A compra se torna obrigatória quando o jogador atinge metas consideradas fáceis (como um número baixo de jogos, por exemplo).
  • Valor fixado: O preço da compra já é combinado desde o início, dando segurança ao clube vendedor.

Em teoria, é uma forma inteligente de contratar sem ter que desembolsar uma fortuna de imediato. É o caminho que o clube considera mais viável no momento. Admar Lopes tem seguido essa cartilha desde que chegou, mas parece que a fórmula começou a dar sinais de desgaste. E o motivo, infelizmente, vem de dentro de casa.

A bagunça nos bastidores que suja o nosso nome

Aqui o caldo entorna, torcedor. De que adianta ter um plano se a nossa casa está uma bagunça? A apuração do Lance! joga luz sobre o principal obstáculo do Vascão no mercado: a instabilidade institucional. Os outros clubes estão com um pé atrás na hora de negociar com o Gigante. A nossa fama lá fora não é das melhores no momento.

Dois fatores recentes transformaram o Cruzmaltino em um “parceiro de risco”. Primeiro, aquela novela judicial que afastou temporariamente o nosso presidente Pedrinho da gestão da SAF. Mesmo que a decisão tenha sido revertida rapidamente, a notícia correu o mundo e deixou uma imagem de insegurança jurídica, de um clube onde as coisas podem mudar da noite para o dia por uma canetada.

Some-se a isso a crise sem fim com a 777 Partners. A briga pelo controle do futebol, as incertezas sobre o futuro da SAF… Tudo isso cria um ambiente de desconfiança. Os clubes lá fora pensam duas, três, dez vezes antes de nos emprestar um jogador, temendo não receber o valor da compra obrigatória no futuro. A nossa credibilidade, construída com tanta história, está sendo arranhada por essa confusão interna.

Publicidade

Nelson Deossa: o retrato do nosso problema

Para não ficar só no papo, temos um exemplo concreto dessa dificuldade. A negociação pelo meio-campista Nelson Deossa, que pertence ao Real Betis, da Espanha, é um dos casos que ilustram perfeitamente o cenário. O nome agrada, o jogador tem potencial, mas a conversa não avança como deveria. Por quê? Pelo receio que os clubes têm da nossa situação.

É frustrante. É revoltante! O nosso maior adversário na busca por reforços não é um rival, não é a falta de dinheiro em si, mas a desorganização que emana dos nossos próprios corredores. Estamos nos sabotando. Estamos perdendo a chance de montar um time mais forte para honrar a nossa camisa por causa de uma guerra de poder que parece não ter fim.

Até quando, meu Vascão? A torcida vascaína, essa gente que te carrega no colo nos piores momentos, merece respeito. Merece um time competitivo, merece paz para apoiar. Precisamos de reforços para ontem, mas, antes de qualquer coisa, parece que precisamos urgentemente de ordem na casa. O Gigante não pode continuar refém dessa instabilidade.

Publicidade

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.