PUMA DÁ O PAPO RETO SOBRE CRISE: ‘É MATAR OU MORRER, TEMOS QUE BOTAR A CARA!’

Lateral uruguaio dá o papo reto antes de sequência decisiva na Sula e Copa do Brasil: 'É matar ou morrer, precisamos assumir e botar a cara!'

Jogadores do Vasco contra o Mirassol — Foto: Alexandre Durão

Chega de lamentar, Vascão! Agora é guerra!

A torcida vascaína mal teve tempo de digerir o gosto amargo do empate em 1 a 1 com o Mirassol pelo Brasileirão. O sentimento de frustração é real, a gente sabe. Mas não há tempo para chorar o leite derramado. A chave virou. Agora, o foco do Gigante da Colina é outro, e a margem para erro é zero. Estamos entrando em uma sequência de três jogos que podem definir o nosso ano. É tudo ou nada.

Nosso lateral Puma Rodríguez, um dos poucos que mostra raça nesse time, deu o papo reto após o jogo de sábado. Ele sabe que o buraco no Campeonato Brasileiro é fundo, mas que as copas são uma realidade completamente diferente. É a chance de redenção, de mostrar a força do Vasco e de dar uma alegria para o povo cruzmaltino, que nunca abandona.

Uma sequência para salvar o semestre

O calendário é brutal, mas é nesses momentos que o verdadeiro Vasco aparece. A primeira batalha já tem data e hora marcada: quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), o Caldeirão de São Januário vai ferver. O adversário é o Independiente Medellín, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana. A conta é simples: uma vitória, por qualquer placar, nos coloca nas oitavas de final. Não tem outro resultado possível.

Como o próprio Puma disse, é um jogo de vida ou morte. “Sabemos que é algo totalmente diferente. Temos um jogo de matar ou morrer com o Independiente Medellín em casa. A gente tem que passar. O que o Vasco joga tem que ganhar”, afirmou o uruguaio. É esse o espírito que queremos ver em campo. Em nossa casa, com a nossa gente, a derrota é inaceitável.

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E como se não bastasse a decisão na Sula, logo em seguida o destino nos reserva dois clássicos contra o Fluminense. Duelos válidos pela Copa do Brasil, que vão definir quem avança para as quartas de final. É rivalidade, é história, é a chance de eliminar um rival e seguir sonhando com um título de expressão. Sobre isso, Puma também foi claro: “A gente sabe que vai ser um jogo muito difícil, só que temos que nos preparar porque quem perder tá fora”. Simples assim.

Puma cobra responsabilidade: ‘Assumir e botar a cara’

Muitos se perguntam se a péssima fase no Brasileirão pode contaminar o time nesses jogos decisivos. Questionado sobre isso, nosso lateral negou e mostrou que a cabeça do grupo pode virar. “Se a gente pegar um bom resultado agora, podemos acreditar no Brasileirão depois. Acredito muito no trabalho. O grupo tem que estar forte neste momento difícil”, declarou, mostrando uma fagulha de esperança que todo vascaíno carrega.

Mas o recado mais forte, aquele que todo torcedor queria ouvir de um jogador, veio quando o assunto foi a troca de comando e a responsabilidade do elenco. Com a chegada de Pedro Emanuel, muitos esperam uma mudança mágica, mas Puma foi cirúrgico e jogou a real: a culpa não é só do treinador. Chegou a hora dos jogadores assumirem seu papel.

“Estamos trocando de treinador e nossa parte dentro do campo às vezes falha. Precisamos assumir a responsabilidade dentro de campo. Não há outra saída. É trabalhar, assumir e botar a cara”, completou o lateral. Palavras fortes, necessárias e que ecoam o sentimento da arquibancada. Chega de se esconder. Chega de desculpas. É hora de honrar a camisa do Almirante.

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O futuro do Gigante em 180 minutos (ou mais)

Essa sequência de mata-matas é mais do que apenas a chance de avançar em duas competições. É a oportunidade de injetar confiança, de calar os críticos e, principalmente, de reacender a chama da esperança no coração da torcida. Uma classificação na Sul-Americana e um bom resultado no primeiro jogo contra o Fluminense podem transformar o ambiente em São Januário.

O recado de Puma Rodríguez precisa ser o mantra dentro do vestiário. Não adianta trocar de técnico se a atitude em campo for a mesma. É hora de ‘botar a cara’, de jogar com a raça vascaína que a história exige. Nós, da arquibancada, estaremos fazendo a nossa parte. Esperamos que, em campo, eles façam a deles. Porque, como disse o nosso lateral, o que o Vasco joga, tem que ganhar. Vasco é coisa séria.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.