Virada amarga e o desabafo do comandante
A noite de quarta-feira tinha tudo para ser de festa para o povo cruzmaltino. Mas o que começou como um sonho no Paraguai terminou em pesadelo. Após a dolorida derrota de virada para o Olimpia pela Copa Sul-Americana, nosso técnico Renato Gaúcho, que não pôde ficar à beira do campo por uma suspensão da Conmebol, usou as redes sociais para colocar o dedo na ferida e explicar o que aconteceu.
Para o comandante do Gigante da Colina, a história do jogo tem um divisor de águas claro: a expulsão de um dos nossos guerreiros. Em suas palavras, o time estava controlando a situação, mesmo sob a pressão inicial dos paraguaios.
“Sofremos uma pressão muito grande do Olímpia, mas a equipe soube suportar bem o momento do jogo. Conseguimos fazer o gol e estávamos bem na partida”, analisou Renato. “Infelizmente tivemos uma expulsão, e com um jogador a menos ficou muito difícil aguentar a pressão até o fim. O Olímpia conseguiu a virada”, lamentou o treinador. É de cortar o coração, mas é a pura verdade. Jogar com um a menos no caldeirão deles é missão quase impossível.
Do céu ao inferno: o filme do jogo
Quem assistiu à partida sentiu na pele a montanha-russa de emoções. O Vascão, com a raça que lhe é peculiar, aguentou o bombardeio inicial no Defensores del Chaco. E como o futebol recompensa os valentes, fomos nós que abrimos o placar. Cuesta, nosso zagueiro-artilheiro, balançou as redes e encheu a torcida vascaína de esperança. Parecia que a classificação antecipada viria.
Mas o destino, às vezes, é cruel com o Almirante. O cenário mudou da água para o vinho com a expulsão do nosso jogador João Victor Fonseca. A partir daí, o que se viu foi um massacre. Com um homem a mais, o Olimpia cresceu e partiu para cima com tudo. A virada foi uma consequência dolorosa, com os gols de Mateo Gamarra, Sebástian Ferreira e Sandoval selando nossa derrota.
Não dá para culpar os que ficaram. Lutaram até o fim, mas a desvantagem numérica foi fatal. Uma noite para esquecer, mas que serve de lição para a sequência da temporada.
E agora, Gigante? A situação na Sul-Americana
O tropeço no Paraguai custou caro. Muito caro. Perdemos a chance de ouro de encaminhar a classificação e, para piorar, agora não dependemos mais apenas das nossas próprias forças para garantir o primeiro lugar do grupo na competição continental.
A estrada ficou mais difícil, mais tortuosa. Agora é hora de juntar os cacos, levantar a cabeça e lutar com ainda mais força nas próximas batalhas. O Gigante da Colina é forjado na adversidade, e não será essa derrota que irá nos derrubar. A torcida que nunca abandona seguirá apoiando, como sempre fez.
Ficha técnica da batalha em Assunção
Para quem não acompanhou ou quer relembrar os detalhes desta noite sofrida, aqui está a ficha completa da partida.
- Competição: Copa Sul-Americana
- Data e Horário: Quarta-feira, 20 de maio de 2026, às 19h (de Brasília)
- Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (PAR)
- Arbitragem: Wilmar Roldán (COL), auxiliado por Alexander Guzman (COL) e Sebastian Vela (COL). VAR: David Rodríguez (COL).
- Gols: Cuesta (VAS); Mateo Gamarra (OLI), Sebástian Ferreira (OLI) e Sandoval (OLI)
- Cartões Amarelos: Avellar (VAS), Tchê Tchê (VAS), Hugo Moura (VAS); Alex Franco (OLI), Bentaberry (OLI)
- Cartões Vermelhos: João Victor Fonseca (VAS) e Marcelo Salles (Técnico-VAS)
Escalação do Vasco da Gama:
- Léo Jardim; João Vitor Fonseca, Cuesta, Lucas Freitas e Avellar (Samuel); Hugo Moura, Ramon Rique (Walace Falcão) e Tchê Tchê; Nuno Moreira (Matheus França), Marino (JP) e David (Brenner).
Escalação do Olimpia:
- Olveira; Cáceres, Bentaberry, Mateo Gamarra e Alan Rodríguez; Alfaro, Alex Franco (Lezcano) e Quintana; Fernando Cardozo (Alfonso), Delmás (Sandoval) e Alcaraz.
Seguimos na luta. Porque ser Vasco é isso: cair, levantar e continuar acreditando. Sempre. Vamos subir, Vascão!