Mais um jogo, mais uma expulsão: O roteiro do desastre se repete
Parece um pesadelo que não tem fim, torcedor vascaíno. Pelo terceiro jogo consecutivo, o Vasco da Gama termina a partida com um homem a menos. A vítima da vez foi João Vitor Mutano, e o preço pago foi altíssimo: uma derrota de virada por 3 a 1 para o Olimpia, em plena Copa Sul-Americana, que complica a vida do Gigante na competição.
A gente sabe que o futebol é decidido no detalhe, na raça, na inteligência. Mas o que vimos nesta quarta-feira foi o contrário de tudo isso. Quando o jogo estava empatado em 1 a 1, um placar que ainda nos mantinha vivos e fortes na briga, Mutano cometeu uma imprudência que não tem nome. Uma solada forte, desleal, no órgão genital de Alfonso. Cartão vermelho direto, sem choro nem vela.
A partir daí, foi o que já esperávamos, com o coração na mão. Os paraguaios, com um a mais, aumentaram a pressão, foram pra cima e, como quem empurra bêbado na ladeira, fizeram dois gols no final. Uma virada que dói na alma, não pela força do adversário, mas pela nossa própria fraqueza, pela nossa própria indisciplina.
A trinca da irresponsabilidade: Uma sequência que envergonha
O lance de João Vitor Mutano não foi um caso isolado. É a terceira peça de um quebra-cabeça de irresponsabilidade que assombra o time comandado por Renato Gaúcho. Vamos relembrar o filme de terror recente:
- Contra o Olimpia (Sula): João Vitor Mutano é expulso aos 26 do segundo tempo, com o jogo em 1 a 1. Resultado: derrota por 3 a 1.
- No Beira-Rio (Brasileiro): Cuesta leva vermelho direto após um carrinho em Allex aos 46 da etapa final. O placar já era uma goleada de 4 a 1, mas a indisciplina estava lá, registrada.
- Pela Copa do Brasil: Foi a vez do capitão Thiago Mendes. Uma cotovelada no adversário quando o placar marcava 2 a 2. Resultado: expulsão direta e desfalque certo no jogo de ida das oitavas de final.
Três jogos, três expulsões. É uma sina, uma praga que parece não ter fim. Estamos jogando contra 11 adversários e contra nós mesmos.
Os números da indisciplina não mentem
Para quem acha que é só azar, os números pintam um quadro ainda mais preocupante. Na temporada de 2026, o Vascão já acumula OITO expulsões. Dessas oito, seis foram sob o comando de Renato Gaúcho. É um número que acende um alerta gigantesco em São Januário.
E não para por aí. Até o banco de reservas está contaminado. Contra o Olimpia, o auxiliar Marcelo Salles também foi para o chuveiro mais cedo por reclamação. Isso mostra que o problema é mais profundo, é uma questão de mentalidade que parece afetar todo o grupo.
Um fantasma antigo na Sul-Americana
Essa não foi a primeira vez que saímos de campo com menos jogadores nesta mesma edição da Sul-Americana. Quem não se lembra do jogo contra o Audax Italiano em São Januário? Naquela noite de arbitragem confusa, vimos JP e Cuesta serem expulsos.
O resultado? O mesmo roteiro trágico. O Vasco com apenas nove guerreiros em campo, sofrendo a virada e perdendo por 2 a 1. Parece que não aprendemos com os nossos próprios erros. Continuamos a nos sabotar, a entregar de bandeja resultados que estavam em nossas mãos.
Até quando vamos nos sabotar, Gigante?
A pergunta que fica ecoando na cabeça de cada um dos fiéis do Gigante é: até quando? Até quando a falta de controle emocional vai nos custar pontos, classificações e sonhos? Não adianta ter um time com potencial se, a cada jogo, um jogador decide colocar tudo a perder com um ato de imprudência.
A camisa do Vasco da Gama é pesada, tem história, tem glórias. Ela exige respeito e, acima de tudo, responsabilidade. Está na hora de uma conversa séria no vestiário. Está na hora de entender que, no futebol moderno, a disciplina é tão importante quanto a técnica. Chega de dar munição para os rivais e, pior, para os nossos próprios pesadelos. Queremos ver o Vasco lutando, não se auto destruindo.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.