A CONTA CHEGOU, RENATO! Aposta no Brasileirão custa caro e Vasco se complica na Sula

A escolha foi feita, e a conta chegou. A estratégia de Renato Gaúcho de poupar na Sul-Americana resultou em uma derrota dolorida e complicou o Gigante.

A escolha foi feita. E a conta chegou.

Não dá pra dizer que foi surpresa. Desde o começo da temporada de 2026, o técnico Renato Gaúcho bate na mesma tecla: a prioridade absoluta do Vasco da Gama é o Campeonato Brasileiro. A gente entende, torcedor. Ninguém quer nem pensar na palavra com ‘R’. Para um clube em reconstrução, cair de novo seria um desastre de proporções apocalípticas. Mas o preço dessa escolha foi cobrado, e com juros, lá no Paraguai.

O Gigante da Colina entrou em campo contra o Olimpia com uma ideia na cabeça e saiu com um peso nas costas. A Sul-Americana, que poderia ser um caminho de glória, virou um laboratório, um campo de testes. E na hora da verdade, quando a classificação estava na nossa mão, a estratégia de ‘administrar danos’ nos deixou na mão.

Um time de laboratório para uma ‘final’

Olhar a escalação já dava o recado. Era um time remendado, uma colcha de retalhos montada para uma batalha que valia a liderança do grupo. Renato Gaúcho e sua comissão técnica decidiram que o desgaste da viagem e do jogo não valia a pena para os titulares. O resultado? Um Vascão desfigurado.

Bruno Lazaroni, nosso auxiliar, mandou a campo um time que mal se conhece. Era uma equipe que pouco joga junta, com um entrosamento forjado no improviso. Dos nomes que a gente se acostumou a ver, quem estava lá? Poucos heróis. A espinha dorsal era uma miragem:

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  • Goleiro: Léo Jardim (o de sempre, fazendo milagres)
  • Zagueiro: Cuesta (o xerife que ainda tentou nos salvar)
  • Meio-campo: Hugo Moura (correndo por todos)
  • Ataque: David (lutando contra a defesa inteira)

Ao redor deles, uma molecada cheia de vontade, mas ainda em formação. Nomes como João Victor Fonseca, Ramon Rique e Avellar foram jogados na fogueira. Não é uma crítica aos garotos, que têm raça vascaína de sobra. A questão é a escolha: por que transformar um jogo decisivo em um grande experimento?

O plano quase perfeito (e o ‘quase’ que nos mata)

Depois do jogo, Lazaroni explicou a tática. A ideia era clara: entregar a bola para o Olimpia, fechar a casinha e explorar os contra-ataques em velocidade. Atrair o adversário para o nosso campo e, quando eles dessem o bote, acelerar para o campo de ataque. Sinceramente? Não é uma má ideia no papel.

E por alguns momentos, quase funcionou. O Vascão encontrou espaços. As arrancadas aconteceram. Criamos situações de perigo. Mas aí, meu amigo, entramos no eterno problema do ‘quase’. O futebol não perdoa o ‘quase’.

Faltou o principal: capricho. O último passe, aquele que deixaria o companheiro na cara do gol, saía torto. A decisão de chutar quando era para passar, e de passar quando era para chutar. A finalização que demorava um segundo a mais, tempo suficiente para o zagueiro chegar travando. Era um time que ameaçava, mas não mordia. Um gigante que rondava a área sem dar o golpe final.

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Léo Jardim contra o mundo e o gol que iludiu a torcida

Se o primeiro tempo não terminou em desastre, temos que acender uma vela para São Léo Jardim. Mais uma vez, nosso paredão foi obrigado a trabalhar em excesso, fazendo defesas que mantiveram o Cruzmaltino vivo no jogo. A superioridade paraguaia era nítida, mas nosso goleiro é gigante.

E no meio do sufoco, a esperança. Na reta final do primeiro tempo, o impossível pareceu acontecer. Nuno Moreira cobrou um escanteio com a precisão de um cirurgião, e quem apareceu no meio da zaga paraguaia? Ele, Victor Cuesta! O zagueiro testou firme, pro fundo da rede. Gol do Vasco! Naquele momento, o plano maluco de Renato parecia genial. A gente ia pro intervalo vencendo. A classificação estava vindo na marra, no sofrimento, bem ao nosso estilo.

A realidade bate na porta: o velho problema aéreo

Mas a alegria do torcedor vascaíno, às vezes, dura pouco. Na volta do intervalo, o roteiro se repetiu. O Vasco esperando, o Olimpia pressionando. O Vascão desperdiçando contra-ataques, o Olimpia chegando cada vez mais perto.

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E como diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E a nossa pedra, infelizmente, tem uma rachadura bem conhecida: a bola aérea. O empate dos paraguaios veio exatamente assim. Mais um gol sofrido pelo alto, mais uma falha de posicionamento da nossa defesa. É o nosso calcanhar de Aquiles em 2026, uma ferida que os adversários sabem exatamente onde cutucar. A fonte do Lance! ainda menciona que os gols de Matteo, Sandoval e Sebastián também aconteceram, selando uma virada dolorida. O castigo pela nossa escolha veio do céu, em forma de cruzamento. A aposta foi alta, e por enquanto, quem está pagando a conta é o torcedor.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.