VEGETTI CRAVA NA LIBERTADORES E TORCIDA DO VASCO EXPLODE: ‘Mas aqui não servia, né?’

O Pirata marcou contra o Palmeiras e a nação vascaína foi à loucura nas redes. A saudade do nosso ex-camisa 9 nunca foi tão grande... e tão irônica.

Aquele gol que dói na alma do torcedor

Tem coisas que só o torcedor do Vasco entende. Uma delas é a dor agridoce de ver um ex-jogador, que por vezes foi cornetado em São Januário, brilhando com outra camisa. E foi exatamente esse o sentimento que tomou conta da nação cruzmaltina na noite desta quarta-feira. O protagonista? Ninguém menos que Pablo Vegetti, o Pirata.

Em pleno Allianz Parque, vestindo a camisa do Cerro Porteño, o centroavante argentino fez o que sabe de melhor: guardou a bola na rede. O adversário era o Palmeiras, em jogo válido pela quinta rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. O gol não apenas abriu o placar para o time paraguaio, mas também abriu uma ferida no coração do povo vascaíno, que invadiu as redes sociais para desabafar.

O gol do Pirata: um manual de centroavante

Para quem ainda duvidava, Vegetti deu uma aula. Logo no início do segundo tempo, o Cerro Porteño armou um contra-ataque mortal. A bola passou por Jonatán Torres e chegou em Fabricio Domínguez, que avançou livre pela direita. O lateral não vacilou: levantou a cabeça e cruzou na medida.

E onde estava o Pirata? Exatamente onde um camisa 9 de ofício deve estar. Bem posicionado, antecipando a zaga, ele só teve o trabalho de completar para o fundo das redes. Um gol com a sua assinatura, um movimento que vimos algumas vezes com a Cruz de Malta no peito e que agora nos faz sentir uma saudade danada.

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‘Mas não serve…’: a ironia que tomou as redes sociais

O que se seguiu ao gol foi uma avalanche de reações da torcida do Vasco. A hashtag com o nome do argentino virou um dos assuntos mais comentados, e o tom era um misto de saudade e, principalmente, ironia fina. A frase que mais se lia era uma variação de “Mas aqui no Vasco não servia, né?”.

É a nossa forma de lidar com a situação. Muitos lembraram das críticas que Vegetti recebia durante sua passagem pelo Gigante da Colina. Para alguns, ele era lento, para outros, não era o craque que esperavam. Hoje, com a dificuldade que o Vascão enfrenta para encontrar um homem de referência no ataque, a ausência de um finalizador como ele se torna um lembrete constante do que perdemos.

As comparações com o momento ofensivo atual do nosso time foram inevitáveis. Enquanto o Pirata decide jogos na principal competição do continente, nós, fiéis do Gigante, sofremos com gols perdidos e uma dificuldade crônica para balançar as redes. Aquele gol inacreditável perdido contra o Olimpia, que ainda nos assombra, ganha um peso ainda maior numa noite como essa.

Um espelho para os problemas atuais do Vascão

O gol de Vegetti não é apenas um fato isolado. Ele funciona como um espelho que reflete a nossa carência. Desde a saída do argentino, o Gigante da Colina busca incessantemente por um camisa 9 que chame a responsabilidade, que seja a referência na área, aquele jogador que a gente sabe que, se a bola chegar, o perigo é iminente.

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Essa busca tem sido frustrante e dolorosa. Vemos o tempo passar e a solução não aparece. Ver Vegetti, um jogador que estava aqui, marcando um gol tão importante, só aumenta a sensação de que, talvez, a solução estivesse mais perto do que imaginávamos. Ou, no mínimo, que não soubemos valorizar o que tínhamos em mãos.

A atuação do argentino contra o Palmeiras serve como um recado. Não para Renato Gaúcho ou para a diretoria, mas para a nossa cultura de torcedor. Precisamos de paciência e de apoiar quem veste a nossa camisa. O futebol é feito de fases, e um jogador criticado hoje pode ser o herói que nos fará falta amanhã.

A noite foi de Vegetti, mas a reflexão é toda nossa. Que o gol do Pirata sirva de lição. Que a gente possa, em breve, comemorar os gols de um camisa 9 nosso com a mesma intensidade que hoje lamentamos a saudade de um ex. O Vasco é gigante e merece um ataque à sua altura. Vamos seguir na torcida, sempre.

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.