Mais uma noite para o torcedor vascaíno sofrer. E como sofremos. A derrota por 3 a 1 para o Olimpia, na noite desta quarta-feira, no Paraguai, não foi apenas mais um resultado ruim. Foi um atestado, um carimbo, uma prova irrefutável do nosso maior problema, da nossa ferida aberta: a bola aérea defensiva. Não adianta, o filme de terror se repete e a gente já sabe o final.
O placar de 3 a 1 no Defensores del Chaco dói, mas a forma como ele foi construído é o que realmente tira o sono do povo cruzmaltino. Três vezes. Repito: TRÊS VEZES os paraguaios balançaram nossas redes a partir de jogadas pelo alto. É um padrão, uma sina, um convite ao desastre que o Gigante da Colina insiste em fazer a cada jogo.
O roteiro do pesadelo: gol a gol
Parece até roteiro de filme de suspense, mas é só a defesa do Vascão em campo. O primeiro golpe veio com Gamarra, após uma simples cobrança de escanteio. A bola viaja, a defesa assiste, e o adversário sobe sozinho para empatar o jogo. É o básico do futebol, e a gente continua falhando no básico.
Achou que ia parar por aí? Ingenuidade a nossa. Na reta final, quando o empate já era um lucro duvidoso, veio a virada. Uma falta lateral, bola alçada na área e lá estava Sandoval, de novo pelo alto, para nos punir. A sensação de “eu já vi esse filme antes” tomou conta de cada vascaíno.
Para fechar o caixão, o terceiro gol, a pá de cal. A jogada começou, adivinhe só, em um cruzamento. Sandoval, o carrasco da noite, desviou de cabeça e a bola sobrou limpa para Sebastián Ferreira completar. Três gols, três jogadas aéreas, zero poder de reação da nossa defesa. Uma noite que escancara a urgência de uma mudança.
Um câncer que atravessa técnicos: de Diniz a Renato
O pior de tudo é que esse problema não é novo. Não dá para culpar apenas o Renato, embora ele ainda não tenha encontrado a solução. Esse calcanhar de aquiles defensivo é uma herança maldita que vem se arrastando. Passou por Diniz, agora está com Renato, e a fragilidade persiste, seja quem for o treinador no banco.
Os números não mentem e são assustadores. Peguemos o Brasileirão como exemplo: o Vasco foi vazado em 11 dos 12 jogos que disputou até aqui. É uma estatística que grita por socorro, que mostra uma peneira no lugar da nossa zaga. Não há ataque que resolva quando a defesa entrega gols com tanta facilidade.
E não importa se é o time titular ou a equipe reserva que joga a Sul-Americana, como foi o caso contra o Olimpia. A deficiência é a mesma, a doença é crônica. A bola alçada na área do Gigante virou sinônimo de pânico para a torcida e de oportunidade de ouro para os adversários.
A diretoria finalmente acordou? A busca por um xerife
Pelo menos uma luz no fim do túnel parece ter surgido. Segundo as informações, a comissão técnica e a diretoria finalmente reconheceram o óbvio: precisamos de reforços. E não é qualquer reforço. A prioridade para a próxima janela de transferências é clara e direta: a contratação de um zagueiro destro.
O perfil buscado é específico: um jogador dominante, forte na bola aérea, com imposição física para chegar e assumir a titularidade. Alguém para brigar por posição com Saldivia e Cuesta pelo lado direito da zaga e, principalmente, para ser a nossa referência de segurança nos céus da nossa grande área.
A direção avalia que a chegada de um nome com esse status pode, finalmente, corrigir a rota e estancar a sangria de gols sofridos. Já não era sem tempo! A torcida vascaína, que nunca abandona, clama por um xerife, um líder que coloque ordem na casa e acabe com essa vergonha a cada cruzamento.
Agora é esperar e torcer para que essa busca não seja apenas mais uma promessa. O Vascão é gigante e não pode mais aceitar ser tão vulnerável. Que o xerife venha, e que venha para ontem. Chega de sofrer pelo alto!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.