VERGONHA! Saldivia, Piton e João Vitor entregam em derrota vexatória do Vasco

Uma atuação para esquecer. Defesa coleciona falhas bizarras, ataque perde gols feitos e o Vascão leva 3 do Bragantino. A paciência da torcida acabou!

Jogadores do Vasco antes da partida contra o Bragantino — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Não há outra palavra, torcedor vascaíno: VERGONHA. O que vimos em São Januário contra o Bragantino foi um show de horrores, uma coleção de falhas bizarras que resultou num placar de 3 a 0 que dói na alma. Não foi azar, não foi obra do acaso. Foi incompetência pura, com nomes e sobrenomes. Uma noite desastrosa que expôs as feridas de um time que parece adorar atirar no próprio pé.

Quando a sua própria casa, o Caldeirão, se vira contra você, é porque o sinal de alerta já virou uma sirene ensurdecedora. E o estopim de tudo foi uma defesa que mais parecia uma peneira, entregando gols de bandeja e fazendo a torcida, que nunca abandona, explodir de raiva. A paciência, meu amigo, parece ter chegado ao fim.

O Trio do Apagão: A defesa que não defendeu

É impossível analisar essa derrota sem apontar o dedo para o sistema defensivo. Três jogadores, em particular, tiveram uma noite para ser esquecida, mas que nós, infelizmente, não vamos esquecer tão cedo. Foi um festival de erros que custou o jogo.

  • Saldivia: O que foi isso, meu zagueiro? No primeiro gol, poderia ter diminuído o espaço. No segundo, perdeu o duelo para o Pitta. E no terceiro… ah, o terceiro. Aquele recuo de bola para o Léo Jardim foi uma das coisas mais bizarras que já vi em São Januário. Um presente que o atacante Fernando aceitou com um sorriso no rosto. De positivo? Salvou uma bola em cima da linha. Mas a verdade é que sua atuação foi um desastre completo.
  • João Vitor: Improvisado na lateral-direita por uma decisão questionável do técnico Renato, o garoto sofreu o pão que o diabo amassou. O atacante Mosquera fez o que quis por ali, explorando a nítida diferença física. No segundo gol, ele passou pelo nosso jogador como se ele fosse um cone. Uma aposta que custou caríssimo.
  • Piton: Outro que parece ter entrado em campo com a cabeça em outro lugar. Falhou no início da jogada do primeiro gol, com um corte de cabeça errado no meio-campo. Quase entregou outro gol no segundo tempo e, para completar, foi um dos mais hostilizados pela torcida. A irritação das arquibancadas tinha motivo.

Do Herói ao Vilão: O resto do time também tem culpa

Seria fácil culpar apenas a defesa, mas a verdade é que o time todo esteve abaixo. Desde o nosso goleiro até os atacantes, a noite foi de pouca inspiração e muitos erros.

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Léo Jardim, por exemplo, viveu um paradoxo. Fez defesas espetaculares que evitaram um placar ainda mais elástico, mas também teve sua parcela de culpa. Socou uma bola estranha para frente, criando uma chance para o adversário, e poderia ter feito mais no primeiro gol. É o nosso herói de tantas batalhas, mas ontem não foi seu dia.

No meio, Payet começou bem, mas sumiu. Sforza cometeu um pênalti no final que, por sorte, Eduardo Sasha desperdiçou, evitando um vexame ainda maior. Galdames, apesar de um belo passe, foi pouco participativo. E na frente, a história de sempre…

A Pontaria Descalibrada: O ataque que não ataca

Se a defesa entrega, o ataque precisa compensar. Mas o que vimos foi um festival de gols perdidos. Chances claras, cara a cara com o goleiro, que simplesmente não podem ser desperdiçadas num jogo de Campeonato Brasileiro.

  • Spinelli: Entrou e, poucos minutos depois, teve a chance de diminuir o placar. O que ele fez? Chutou em cima do goleiro Volpi. A torcida não perdoou e os xingamentos ecoaram. A coleção de gols perdidos do argentino só aumenta.
  • Andrés Gómez: Teve nos pés a melhor chance do Vasco no primeiro tempo e desperdiçou. No segundo, deu um passe açucarado para Brenner, mostrando que tem qualidade, mas precisa ser mais decisivo na hora de finalizar.
  • Brenner: Foi o mais participativo, o que mais se movimentou, o que mais tentou. Deu o passe para a chance de Gómez no primeiro tempo. É o único que parece se salvar minimamente do caos, pela vontade demonstrada.

E a conta vai para quem? Renato discute com a torcida

No meio do caos, o técnico Renato, ao invés de acalmar os ânimos, decidiu discutir com torcedores após o terceiro gol. Uma cena lamentável. Sua escolha de improvisar João Vitor na lateral foi o ponto de partida do desastre tático. O Vasco foi dominado e, embora as falhas individuais tenham sido grotescas, a responsabilidade do comandante é enorme.

Essa derrota não é só mais uma. É um alerta vermelho piscando em São Januário. É preciso uma mudança de postura, de atitude, de tudo. Porque o Vasco é gigante, e o que vimos em campo foi uma atuação minúscula. Ou a chave vira, ou o sofrimento será nosso companheiro fiel até o fim da temporada.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.