EM MEIO AO CAOS, UM GUERREIRO! Torcida do Vasco elege Thiago Mendes como ‘único’ que se salva em vexame

Em noite de vexame e derrota por 3 a 0, torcida do Vasco se revolta com o time, mas elege Thiago Mendes como o 'único' que honrou a camisa. Entenda!

Em noite de fúria e vaias, um nome é exaltado

A noite de domingo (24) em São Januário foi daquelas que o torcedor vascaíno quer esquecer, mas não consegue. Uma derrota por 3 a 0 para o RB Bragantino, pela 17ª rodada do Brasileirão, que doeu na alma. Em nosso Caldeirão, vimos um time apático, sem raça, e a paciência do povo cruzmaltino, que nunca abandona, chegou ao limite. Voaram vaias e xingamentos para todos os lados. Do goleiro ao atacante, ninguém parecia escapar. Ninguém, exceto um.

Em meio ao caos, à desorganização e à falta de vergonha na cara de muitos, um jogador foi abraçado pela torcida nas redes sociais: Thiago Mendes. O nosso capitão, mesmo no naufrágio coletivo, foi visto como o único que demonstrou a postura que se espera de quem veste a camisa do Gigante da Colina.

A atitude que fez a diferença: dar a cara a tapa

O que separou Thiago Mendes dos demais não foi apenas o suor em campo, mas a atitude depois do apito final. Enquanto o técnico Renato Gaúcho foi ‘preservado’ do desgaste, segundo as palavras do diretor de futebol Admar Lopes, foi o nosso capitão quem sentou na cadeira da sala de imprensa para encarar as perguntas.

Ao lado de Admar Lopes, Mendes assumiu a responsabilidade, olhou nos olhos dos jornalistas e, por consequência, nos olhos de milhões de vascaínos. Essa coragem, essa demonstração de liderança em um momento de crise profunda, foi o que fez a torcida dizer: ‘esse me representa’. Em um clube com a história do Vasco, a raça e o respeito são inegociáveis. Mendes demonstrou ter ambos.

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O filme de um terror chamado ‘Vasco x Bragantino’

Falar do jogo é remexer na ferida. O primeiro tempo foi um show de horrores. O Vascão, visivelmente inferior na parte física, assistiu o Bragantino jogar. Nossas limitações técnicas gritavam a cada passe errado, a cada investida frustrada. A equipe paulista dominou, empilhou chances e só não abriu o placar antes porque Léo Jardim, como de costume, tentava operar milagres.

Mas milagre tem limite. Aos 46 minutos da primeira etapa, Rodriguinho conduziu a bola sem ser incomodado e soltou uma bomba de fora da área, sem chance para o nosso goleiro. O placar de 1 a 0 era o retrato da nossa impotência. A ida para o vestiário foi ao som de vaias ensurdecedoras, com um alvo principal: o lateral-esquerdo Lucas Piton, que ouviu um xingamento em uníssono das arquibancadas.

O segundo ato da tragédia cruzmaltina

Se alguém esperava uma reação na segunda etapa, se decepcionou amargamente. O Bragantino voltou ainda mais à vontade. Logo aos 5 minutos, Rodriguinho carimbou a nossa trave. Pouco depois, tivemos uma chance de ouro para empatar, mas Spinelli, em noite para esquecer, mandou para fora, repetindo um erro do primeiro tempo.

O castigo veio rápido. Aos 15 minutos, Isidro Pitta recebeu na pequena área e só teve o trabalho de empurrar para dentro. O 2 a 0 no placar era a pá de cal na esperança vascaína. Ainda tentamos uma reação desesperada, com chances claras desperdiçadas por Spinelli e Brenner, mostrando um nervosismo e uma falta de qualidade assustadores.

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Para completar o cenário de vexame, o Bragantino ainda teve um pênalti a seu favor nos minutos finais, mas Eduardo Sasha, talvez com pena, isolou a cobrança. No fim, o placar de 3 a 0 refletiu perfeitamente a superioridade do adversário e a nossa noite desastrosa.

Um capitão no meio do naufrágio

A derrota foi coletiva, mas a reação da torcida mostra o que mais queremos ver em campo: comprometimento. Thiago Mendes pode não ter sido um craque genial na partida, mas sua postura de líder, de não se esconder na hora mais difícil, falou mais alto. É disso que o Vasco é feito. É essa a essência do clube do povo.

Enquanto alguns se omitem, o capitão deu o exemplo. Fica a lição para o resto do elenco. Vestir essa camisa é uma honra e uma responsabilidade gigantesca. A torcida do Vasco perdoa um erro técnico, mas jamais a falta de luta. Thiago Mendes entendeu isso. E os outros, quando vão entender?

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Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.