PEDRINHO SOLTA O VERBO! Ídolo revela por que Renato Gaúcho ‘incomodava’ e atirava ‘míssil’ nos jogadores

Afastado, mas não calado! Pedrinho abre o jogo sobre Renato Gaúcho e revela o 'míssil' que o técnico direcionava contra os próprios jogadores do Vasco.

Renato Gaúcho em Vasco x Bragantino — Foto: André Durão

Mesmo afastado, o Presidente não se cala e manda a real!

Ah, meu amigo vascaíno… Se você achava que a poeira em São Januário ia baixar, senta aí que a história é longa. Mesmo afastado por uma decisão judicial que a gente ainda tenta entender, nosso ídolo e presidente Pedrinho não colocou o pijama e foi para o silêncio. Pelo contrário. Em entrevista ao canal ‘Atenção, Vascaínos’, ele abriu o coração e a caixa de ferramentas, mandando a real sobre a demissão de Renato Gaúcho.

E olha, não foi pouco. Pedrinho, com a elegância de quem pisava no gramado, mas com a firmeza de quem defende o escudo no peito, revelou o que realmente o incomodava na passagem do ex-treinador. Foi um papo reto, de torcedor para torcedor, que mostra as entranhas do nosso Gigante da Colina.

‘AS ENTREVISTAS ME INCOMODAVAM’: A EXPOSIÇÃO DO ELENCO

Vamos ser sinceros? A gente também ficava com uma pulga atrás da orelha com algumas entrevistas do Renato. E parece que não estávamos sozinhos. Pedrinho foi direto ao ponto: a forma como o treinador se portava publicamente em relação ao elenco era um problema sério.

“As entrevistas me incomodavam. Sim”, confessou o presidente. Para ele, Renato “direcionou um míssil muito forte para os atletas”, expondo os jogadores de uma forma que desvaloriza não só o ser humano, mas o patrimônio do clube.

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Ele até fez uma comparação inteligente, lembrando quando o diretor Felipe falou sobre o zagueiro Capasso. “Quando o Felipe deu uma declaração sobre o Capasso, ele desvalorizou um patrimônio, mas eu sabia o que ele estava fazendo. Mas quando um treinador fala de um atleta ele não está desvalorizando?”, questionou Pedrinho, mostrando a incoerência da situação. É aquilo: roupa suja se lava em casa, principalmente quando a casa é o Caldeirão de São Januário.

Apesar da crítica, Pedrinho fez questão de separar as coisas. Elogiou o lado pessoal do treinador, com quem teve uma breve passagem em 2008. “Acho o Renato um cara incrível. (…) um cara de um trato muito fácil, qualificado como pessoa mesmo”. Segundo ele, a escolha por Renato foi estratégica para recuperar o lado emocional de um grupo desgastado, e até teve uma resposta boa no início. Mas o tempo mostrou que a sintonia não era perfeita.

‘NÃO PROMETO O QUE NÃO POSSO CUMPRIR’: O CHOQUE DE REALIDADE SOBRE REFORÇOS

Se a exposição dos jogadores era um incômodo, a conversa sobre reforços foi onde o caldo entornou de vez. Renato Gaúcho, acostumado com outros orçamentos, chegou com uma expectativa de contratações que simplesmente não batia com a nossa realidade. A realidade de um clube que luta para se reerguer com as próprias pernas.

Pedrinho foi transparente sobre o desgaste. “O que falei para ele é que não prometo coisas que não consigo cumprir”, desabafou. Ele explicou que, sem a certeza do aporte de um investidor, não podia garantir a chegada de “três caras fenomenais”.

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A filosofia do nosso presidente foi clara e, para nós, torcedores sofridos, faz todo sentido: “Se eu não trouxesse ninguém, não vai trabalhar? Temos de trabalhar com o que temos e tentar fazer o melhor”. É a raça vascaína na prática! É ser criativo, é se virar com o que tem na mão e lutar até o fim. Se o treinador não acreditava nisso, como o próprio Pedrinho ponderou, “era difícil dar continuidade”.

Essa sinceridade do Pedrinho é um alento. Chega de promessas vazias e projetos mirabolantes. Queremos a verdade, mesmo que ela seja dura. Queremos gente que entenda que vestir a camisa do Vasco é mais do que um salário no fim do mês; é uma honra e uma responsabilidade gigantesca.

E AGORA, GIGANTE? O FUTURO SEM RENATO E (POR ENQUANTO) SEM PEDRINHO

Enquanto essa bomba estourava na mídia, a realidade nua e crua é que o Vascão segue órfão no comando técnico. Renato Gaúcho foi demitido na semana passada e, até agora, nada de fumaça branca em São Januário. O nome que circula nos bastidores é o do português Vasco Matos, mas as conversas seguem.

O mais irônico e doloroso dessa história toda? Pedrinho, o homem que está expondo os problemas e mostrando ter uma visão clara para o clube, está afastado do processo de decisão. Ele mesmo disse que não participará da escolha do novo técnico. É uma situação que deixa qualquer cruzmaltino de cabelo em pé.

Fica a torcida para que, quem quer que esteja com a caneta na mão, tenha a mesma clareza e o mesmo respeito pelo nosso escudo que Pedrinho demonstrou nessas declarações. O Vasco é gigante demais para ser tratado com amadorismo ou promessas que não podem ser cumpridas. A gente segue aqui, na arquibancada da vida, sofrendo, apoiando e acreditando que, um dia, a maré vai virar. Porque o Vasco é coisa séria.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.