NEM ELE QUER FALAR! Jair Ventura se cala sobre o Vasco e a crise no comando fica escancarada

Jair Ventura se cala sobre o Vascão e a novela do técnico continua. Enquanto isso, o tempo corre e o Gigante da Colina segue à deriva.

Jair Ventura à beira do campo no comando do Vitória (Foto: Jota Erre/AGIF/Folhapress)

O silêncio que diz tudo

A cada dia que passa, a nação vascaína acorda com uma nova pontada de agonia. A novela para encontrar um novo comandante para o nosso Gigante da Colina ganhou mais um capítulo constrangedor. O nome da vez, Jair Ventura, atual técnico do Vitória, simplesmente se negou a comentar o suposto interesse do Vasco. É isso mesmo que você leu: o cara preferiu o silêncio a se associar, mesmo que por especulação, ao nosso clube.

Durante uma participação no podcast “TV Vitória Convida”, do canal oficial do clube baiano, Ventura foi direto e reto ao ser questionado. A informação do interesse, vinda do portal “Vitóriasulamericano”, nem chegou a ser debatida. Ele cortou na raiz, com uma classe que, honestamente, a gente até respeita, mas que no fundo dói.

“Nesses dez anos de carreira, quando acontece isso meu telefone bomba. Eu não me sinto confortável em fazer. Eu não falo. […] Sigo sem responder e nunca respondi se tive proposta ou não”, disse o treinador. Um balde de água fria. Não foi um ‘sim’, nem um ‘não’. Foi um ‘não vou nem falar sobre isso’, o que, para o torcedor que nunca abandona, soa quase como um insulto.

O vexame Seabra e a nossa dura realidade

E por que a recusa de Ventura em comentar dói tanto? Porque ela vem logo após o vexame na tentativa de contratar Fernando Seabra. O Vascão, na ânsia de fechar com o técnico, viu o Coritiba expor nossas feridas para todo o Brasil. Em nota oficial, o clube paranaense deixou claro: “prontamente o clube declinou e não avançou com as condições que estavam pré-estabelecidas”.

Publicidade

A verdade nua e crua é que o Gigante aceitou pagar a multa rescisória, mas queria parcelar. O Coritiba bateu o pé e exigiu o valor à vista. Simples assim. A nossa situação financeira, que todos nós sabemos ser delicada, nos impede de agir com a força que nossa história exige. Ficamos de pires na mão e levamos uma porta na cara.

Essa sucessão de ‘nãos’ e silêncios é um retrato fiel do caos administrativo que vivemos. Desde a demissão de Renato Gaúcho, no longínquo 18 de junho, o clube parece perdido, sem rumo, sem plano A, B ou C. O ex-técnico, aliás, comandou a equipe por 18 partidas, com um saldo de sete vitórias, cinco empates e seis derrotas. Números que, hoje, parecem até um sonho distante diante do vazio no banco de reservas.

O relógio não para e o adversário já nos espera

Enquanto a diretoria coleciona fracassos no mercado, o calendário do futebol não perdoa. O tempo está correndo, e o tic-tac do relógio é ensurdecedor. A equipe precisa se preparar para a retomada do Campeonato Brasileiro, e o destino, esse roteirista irônico, marcou nosso próximo compromisso para o dia 16 de julho.

E contra quem? Contra o Vitória de Jair Ventura. No Barradão. Pela 19ª rodada. A ironia é tão cruel que parece piada. Vamos enfrentar o time do técnico que nem sequer quis comentar sobre nós. É o cúmulo da desorganização, uma prova da falta de planejamento que assola São Januário.

Publicidade

A torcida vascaína, essa gente guerreira que carrega o clube nas costas, merece mais. Merece respeito. Merece um comando, uma direção, um pingo de esperança de que dias melhores virão. Não aguentamos mais ser motivo de chacota ou de pena no cenário nacional.

E agora, Vascão?

A pergunta que fica é: qual o plano? Existe um plano? Quem é o próximo da lista a nos dar um ‘não’? A diretoria precisa agir, e agir rápido. Chega de amadorismo. Chega de expor o Almirante ao ridículo. O povo cruzmaltino exige uma resposta, não com palavras, mas com atitudes.

Precisamos de um técnico para ontem. Um profissional que entenda o peso dessa camisa, que tenha raça vascaína e que consiga colocar ordem na casa. A situação é crítica, mas a esperança, essa teimosa companheira do vascaíno, ainda vive. Mas ela está por um fio. Acorda, diretoria! O Vasco é coisa séria, e não vamos aceitar menos do que a grandeza que nos é de direito.

Publicidade

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.