PARABÉNS, RENATO! O ‘plano’ funciona e Vasco leva virada de 3 a 1 para o Olimpia

Em noite de planejamento bizarro de Renato Gaúcho, o Vascão sai na frente mas entrega a paçoca e leva virada de 3 a 1 para o Olimpia no Paraguai.

A crônica de uma derrota anunciada

Tem dias que ser vascaíno é um teste de resistência. E nesta quarta-feira, o teste foi daqueles. O Vasco da Gama foi ao Paraguai, viu a classificação na Sul-Americana de perto, abriu o placar e… entregou. Derrota de virada por 3 a 1 para o Olimpia, no Defensores del Chaco. Um roteiro que já conhecemos, mas que dói a cada reprise.

Mas essa não foi uma derrota qualquer. Ela veio com um selo de planejamento, uma assinatura de teimosia. Com a palavra, a mente por trás da estratégia: Renato Gaúcho. O técnico, que nem na beira do campo estava, optou por levar um time inteiramente reserva para uma partida que poderia nos deixar com um pé na próxima fase. O resultado? O que você acabou de ler. E a torcida, claro, não perdoou.

‘Parabéns’, Renato: A ironia e a fúria da torcida

As redes sociais, que nunca dormem, viraram o verdadeiro Caldeirão após o apito final. A paciência do povo cruzmaltino, já tão testada, parece ter se esgotado com essa decisão. A palavra mais vista, em tom de puro sarcasmo, era ‘parabéns’. Parabéns ao Renato Gaúcho por priorizar sabe-se lá o quê e jogar fora uma chance de ouro na competição continental.

A sensação é de que o clube está à deriva, com um planejamento que ninguém entende. Uma vitória fora de casa era o cenário dos sonhos. Em vez disso, tivemos o pesadelo de um time remendado, jogado aos leões, enquanto os titulares assistiam de longe. Fica a pergunta: qual era o plano, afinal? Porque se era esse, falhou miseravelmente.

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Um gol de esperança e a ilusão no primeiro tempo

Apesar do cenário desolador, por um momento, a gente acreditou. O primeiro tempo foi um retrato da nossa sina: sofrimento e luta. O Olimpia, empurrado por sua torcida, veio para cima com tudo. Foram 14 finalizações deles contra apenas cinco nossas. O Gigante, acuado, apostava nos contra-ataques, com o jovem Marino desperdiçando algumas boas chances de surpreender.

A pressão era imensa, mas a raça vascaína falou mais alto nos acréscimos. Numa cobrança de escanteio perfeita de Nuno Moreira, o capitão da noite, Carlos Cuesta, subiu mais que todo mundo e testou firme para o fundo das redes. GOL! 1 a 0 Vascão! Fomos para o intervalo com a vantagem e o coração cheio de esperança. A ilusão de que, mesmo com os reservas, a camisa pesaria.

O desmoronamento: Expulsão, falhas e a impiedosa ‘lei do ex’

A segunda etapa começou e o roteiro parecia se manter. Com a vantagem, o Vasco encontrava mais espaços para contra-atacar, mas o pecado capital do futebol apareceu: a falta de pontaria. Chance após chance desperdiçada. E quem não faz, leva. A velha máxima, cruel e inevitável, nos puniu.

Primeiro, o empate. Em mais um escanteio, Quintana cobrou na primeira trave e Mateo Gamarra subiu nas costas de Lucas Freitas para igualar o placar. O golpe foi sentido. E o que estava ruim, piorou. João Victor, numa entrada dura e desnecessária em Alfonso, recebeu o cartão vermelho direto. Com um a menos, a casa começou a cair de vez.

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O Olimpia sentiu o cheiro de sangue. Aos 39 minutos, a virada dolorosa. Falta cobrada por Quintana, um desvio infeliz de Walace contra a própria área e a bola se ofereceu para Sandoval empurrar para o gol. 2 a 1. E para fechar a noite trágica com chave de lata, a ‘lei do ex’ se fez presente. Sandoval desviou e Sebastián Ferreira, que já vestiu nosso manto, fuzilou de primeira. 3 a 1. Fim de papo. Fim da esperança. Fim da paciência.

Agora, resta juntar os cacos e questionar as decisões. Essa derrota não foi um acidente, foi uma escolha. E o preço dela, quem paga, como sempre, é a torcida que nunca abandona. Mas até quando nossa fé será testada dessa forma?

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.